MEMÓRIA · VERDADE · JUSTIÇA
perseguidos.PELO FIM DO INQUÉRITO Nº4781: ASSINAR

UMA HISTÓRIA DO ACERVO

Flávia de Medeiros Ardovino Rosa

Flávia cuidava da mãe idosa e viajou a Brasília em ônibus gratuito. Presa em janeiro de 2023, viveu com tornozeleira e morreu em fevereiro de 2026, com punibilidade extinta dias depois.1

Situação conhecida em 27/02/2026 · 2 documentos

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Flávia de Medeiros Ardovino Rosa

Sobre as fontes

A trajetória foi relatada em duas publicações de Ana Maria Cemin no Bureaucom, de maio de 2025 e setembro de 2026, com depoimento da própria Flávia à Polícia Federal reproduzido parcialmente e relatos de familiares por meio de fonte reservada; não há entrevista direta com ela nem decisão judicial examinada no acervo, faltando certidão de óbito, sentença e decisão de extinção da punibilidade.

Morreu com a tornozeleira, antes de retirá-la1

Flávia de Medeiros Ardovino Rosa era descrita como uma mulher simples, dedicada ao cuidado da mãe idosa, que raramente viajava e vivia uma rotina de responsabilidade familiar.1

Em janeiro de 2023, ela embarcou em um ônibus gratuito que saía da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, rumo a Brasília, dizendo que era uma oportunidade de ver o tio e descansar um pouco da rotina pesada.1

Em depoimento à Polícia Federal reproduzido pela reportagem, Flávia contou: chegou a Brasília por volta das duas e meia da manhã do dia 8, ficou numa lona no QG, comprou uma barraca por volta das 7 horas e permaneceu no acampamento, sem conseguir ver o tio.1

Nesse depoimento, ela disse que não tinha pretensões, que cuidava da mãe idosa e que havia alimentação gratuita no QG, onde algumas pessoas falavam em ajuda militar e instigavam a ir às manifestações.1

Flávia foi presa no dia 9 de janeiro de 2023, no acampamento do QG, e posteriormente condenada pelo Supremo Tribunal Federal. A publicação de maio de 2025 a incluiu entre onze réus com penas restritivas de direitos por acusação de associação criminosa e incitação ao crime, com 225 horas de prestação de serviços, curso, proibição de ausentar-se da comarca e usar redes sociais, multa em torno de R$ 14 mil e pagamento compartilhado de R$ 5 milhões.12

Desde janeiro de 2023 ela usava tornozeleira eletrônica e vivia com diversas restrições. Em 5 de setembro de 2025, passou a cumprir execução penal.1

Segundo a reportagem, essas restrições tiveram impacto direto em sua saúde. Flávia sofria de problemas cardíacos graves e precisava de exames, consultas e tratamentos contínuos, mas as autorizações judiciais demoravam e a tornozeleira dificultava deslocamentos, procedimentos médicos e até internações.1

Com o passar dos meses, o quadro cardíaco se agravou. A reportagem descreve estresse da condenação, vigilância constante, burocracia para acessar cuidados médicos e pressão psicológica como fatores que contribuíram para o declínio acelerado de sua saúde, sem estabelecer responsabilidade de autoridade pela morte.1

Ela faleceu em 27 de fevereiro de 2026, no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Rio de Janeiro, antes mesmo de conseguir retirar a tornozeleira eletrônica. A certidão de óbito, não examinada, é descrita como registrando diversas comorbidades que, somadas, levaram ao óbito.1

A sobrinha ligou para a fonte reservada da autora para avisar da morte. Essa fonte esteve no sepultamento, conheceu a família e ouviu o relato do sofrimento dos anos anteriores: Esse sofrimento foi demais. A gente perdeu a Flavinha.1

Em 3 de março de 2026, a punibilidade foi extinta em razão do falecimento. A mesma publicação redige em sua abertura a morte em 3 de março, data da decisão, divergindo do trecho que fixa o falecimento em 27 de fevereiro de 2026.1

Situação documentada

Falecida em 27 de fevereiro de 2026 no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Rio de Janeiro; punibilidade extinta em 3 de março de 2026.1

Condição de vida
Falecido

Falecida em 27 de fevereiro de 2026 no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Rio de Janeiro.1

Situação conhecida em 27/02/2026 · Informação publicada em 16/09/2026
Situação processual
Execução determinada, cumprimento não confirmado

Passou a cumprir execução penal em 5 de setembro de 2025, após condenação pelo STF.1

Situação conhecida em 05/09/2025 · Informação publicada em 16/09/2026

A trajetória no tempo

08/01/2023

Chegada a Brasília em ônibus gratuito saído da Central do Brasil para visitar tio e permanência no QG.1

09/01/2023

Prisão no acampamento do QG.1

01/2023

Início do uso de tornozeleira eletrônica e restrições.1

12/05/2025

Julgamento noticiado como encerrado na véspera, com inclusão entre condenados a penas restritivas.2

05/09/2025

Início do cumprimento de execução penal.1

27/02/2026

Falecimento no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Rio de Janeiro.1

03/03/2026

Extinção da punibilidade em razão do falecimento.1

Dados da história

Ocupação
Não informada
Idade à época
Não informada
Processo e pena

Número do processo não localizado no acervo.

Pena não informada no acervo.

Medidas na trajetória
  • Tornozeleira eletrônica

    Uso de tornozeleira eletrônica desde janeiro de 2023, com diversas restrições, mantido até o falecimento.1

    Desde 01/2023 · Até 27/02/2026 · Medida histórica · 16/09/2026
Efeitos relatados
  • Saúde

    Problemas cardíacos graves, com necessidade de exames, consultas e tratamentos contínuos; autorizações judiciais demoravam e tornozeleira dificultava deslocamentos, procedimentos e internações.1

    16/09/2026
  • Saúde

    Falecimento em 27 de fevereiro de 2026 no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Rio de Janeiro, com diversas comorbidades registradas em certidão não examinada.1

    16/09/2026
Pedidos e respostas
  • Pedidos efetivamente apresentados não localizados no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
  • Ocupação não localizada no acervo.
  • Idade não registrada: os 46 anos citados são projeção do que teria em 2026, não idade no óbito.
  • Residência, origem e custódia territorial não declaradas; hospital do óbito não constitui residência.
  • Número da ação penal individual não confirmado nome a nome; autos, sentença e decisão de extinção não examinados.
  • Pena individual e trânsito em julgado não localizados; valores do grupo não individualizam a pena.
  • Datas de decisões sobre autorizações médicas e detalhes das restrições não localizados.

Fontes

  1. [Bureaucom] MORRE A 12ª VÍTIMA DO 8 DE JANEIRO

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · 16/09/2026

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    Documento preservado parcialmente.

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  2. [Bureaucom] 1ª TURMA DO STF JULGARÁ QUATRO PATRIOTAS

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · 13/05/2025

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    Documento preservado parcialmente.

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