Sobre as fontes
A trajetória vem de uma única reportagem do Bureaucom, assinada por Ana Maria Cemin, que apresenta e reproduz trechos de uma carta atribuída a Holdridge; os atos sobre a filha Yette são relatados por ele na carta, sem autos examinados nem entrevista direta além desse texto reproduzido.
Um pai em angústia pela filha1
Holdridge dos Reis Soares apresentou-se em carta publicada em outubro de 2025 como pai de Yette Soares Nogueira, servidora pública e odontóloga, envolvida em processos decorrentes do dia 8 de janeiro. Ele disse falar não como jurista nem como político, mas como pai que acompanhava a devastação da vida da filha.1
Na carta, Holdridge afirmou que a filha foi acusada de financiar transporte para os atos daquele dia, mas sustentou que não existiria prova real contra ela, citando ausência de imagem, mensagem ou documento de participação em vandalismo ou plano ilícito. Essa avaliação de falta de provas e de injustiça é a versão do pai, sem exame dos autos no acervo.1
Ele relatou ter visto a filha passar dias e noites sem dormir e ter sua saúde física e mental deteriorada, com crises de pânico, depressão profunda e problemas cardíacos agravados, transformando uma mulher antes cheia de vida em alguém fragilizado, vivendo com medo e ansiedade. Esses quadros são descritos como da filha, não como diagnóstico do pai.1
Holdridge descreveu meses de angústia em família: o bloqueio da conta-salário teria impedido a filha de se sustentar e de contribuir para a manutenção da casa, enquanto o afastamento da função na prefeitura como odontóloga a retirou do serviço público, deixando também a comunidade desassistida. Para ele, a prisão e as medidas restritivas dilaceraram a família e violaram sua paz.1
Ele contou ainda a sensação de que recursos negados e pedidos ignorados mostravam uma Justiça que não queria ouvir a verdade, obrigando-o, como pai, a assistir à filha lutar também contra a desesperança. Ao mesmo tempo, disse ver nela uma mulher resiliente, que ainda acreditava na prevalência da Justiça.1
Ao final, Holdridge pediu que a verdade fosse reconhecida e a justiça restabelecida, para que a filha pudesse recomeçar a vida, retomar o trabalho e cuidar da saúde e da família. Nenhuma informação do acervo indica que ele próprio tenha sido preso ou processado, nem atualiza a situação da filha para além desse apelo.1
Situação documentada
Pai de Yette, autor de carta publicada em outubro de 2025 relatando angústia familiar e pedindo que a filha possa retomar trabalho e vida em liberdade e dignidade.1
A trajetória no tempo
20/10/2025
Publicação da carta de Holdridge dos Reis Soares em apelo pela filha Yette.1
Dados da história
- Formação
- Não informada
- Idade à época
- Não informada
Processo e pena
Número do processo não localizado no acervo.
Pena não informada no acervo.
Medidas na trajetória
- Medidas não informadas no acervo.
Efeitos relatados
- Convivência
Relatou meses de angústia e que medidas restritivas aplicadas à filha dilaceraram a família e atingiram sua paz.1
20/10/2025
Pedidos e respostas
Reconhecimento da verdade, restabelecimento da justiça e permissão para a filha recomeçar a vida, retomar o trabalho e cuidar da saúde e da família1
esse tribunal · Pedido em 20/10/2025Resposta não localizada no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
- Ocupação de Holdridge não localizada no acervo.
- Idade de Holdridge não localizada no acervo.
- Residência, origem ou custódia de Holdridge não localizadas; Palmas (TO) no texto refere-se à filha.
- Nenhuma medida individual contra Holdridge sustentada no acervo.
- Nenhum processo ou pena de Holdridge identificado no acervo.
- Resposta ao apelo de Holdridge não localizada no acervo.
Fontes
[Bureaucom] PAI DE YETTE NOGUEIRA FAZ APELO PELA ANISTIA
Ana Maria Cemin · 20/10/2025
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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