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UMA HISTÓRIA DO ACERVO

Alessandra Gusmão

Apontada como presa por seis meses no Brasil, com fome e maus-tratos relatados pela filha, Alessandra buscou refúgio na Argentina com a família e aguardava definição do asilo em março de 2026.12

Situação conhecida em 17/03/2026 · 2 documentos

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Sobre as fontes

A vida familiar e a saúde na prisão vêm de carta da filha Agnes lida em audiência pública e de depoimento direto de Alessandra a Ana Maria Cemin, ambos reproduzidos pelo Bureaucom; os atos de prisão, condenação relatada e refúgio vêm da mesma reportagem, sem decisão judicial, documento migratório ou exame clínico examinados no acervo.

Seis meses de prisão relatados e um refúgio em família12

Alessandra Gusmão é apresentada como esposa de Joelton Gusmão e mãe de três filhos, dois deles ainda pequenos. Com a família, ela saiu do Brasil e buscou refúgio na Argentina após a prisão e a condenação relatadas no contexto do 8 de janeiro de 2023.12

Segundo relato da filha Agnes, lido em audiência pública em 29 de maio de 2025, os pais Joelton e Alessandra foram levados ainda em 8 de janeiro de 2023 aos presídios Papuda e Colmeia, onde permaneceram em prisão preventiva, e depois foram condenados a 17 anos de prisão. Antes de voltarem aos presídios brasileiros, refugiaram-se na Argentina, onde pediram asilo político.1

Na mesma carta, Agnes afirma que a mãe ficou presa por seis meses, período em que teria sido humilhada, tratada com crueldade e passado fome, a ponto de comer comida com bichos para não desmaiar. A reportagem descreve Alessandra ao sair do Colmeia depois de seis meses, abraçando os dois filhos menores.1

Outra reportagem, de março de 2026, resume que o pai e a mãe ficaram presos por meses no Complexo da Papuda, enquanto a filha adulta Agnes precisou se virar em Brasília com os dois irmãos pequenos. A diferença entre Colmeia e Papuda permanece aberta entre os textos dependentes.2

Em depoimento direto em 17 de março de 2026, Alessandra disse que ela e Joelton choraram ao saber do asilo concedido na Argentina a Joel Borges Corrêa, de outro caso, vendo ali a abertura de caminho para quem pediu asilo. Ela afirmou que o que mais querem é liberdade para tocar a vida, trabalhar, estudar e cuidar das crianças, e viver em paz com os três filhos e o neto, sem o peso da perseguição.2

Situação documentada

Relatada na Argentina, com pedido de asilo, após prisão no Brasil; concessão de asilo a ela não informada.2

A trajetória no tempo

08/01/2023

Levada com o marido a presídios Papuda e Colmeia, onde permanece em prisão preventiva, segundo relato da filha reproduzido em reportagem.1

29/05/2025

Carta de Agnes lida em audiência pública relata seis meses de prisão da mãe, fome e maus-tratos, e saída do Colmeia; reporta condenação de ambos os pais a 17 anos e refúgio na Argentina com pedido de asilo.1

17/03/2026

Em depoimento na Argentina, Alessandra fala de choro e esperança após asilo de outra pessoa e do desejo de trabalhar, estudar e cuidar das crianças com os três filhos e o neto.2

Dados da história

Formação
Não informada
Idade à época
Não informada
Residência informada
Argentina217/03/2026
Processo e pena

Número do processo não localizado no acervo.

17 anos de pena.1

Medidas na trajetória
  • Prisão preventiva

    Prisão preventiva relatada em Papuda/Colmeia após 8 de janeiro de 2023, com seis meses atribuídos à mãe no Colmeia.1

    Medida histórica · 29/05/2025
Efeitos relatados
  • Saúde

    Fome relatada pela filha durante prisão da mãe, a ponto de comer comida com bichos para não desmaiar.1

    29/05/2025
  • Agressão relatada

    Humilhação, tortura e crueldade relatadas pela filha durante os seis meses de prisão da mãe.1

    29/05/2025
  • Convivência

    Separação dos dois filhos menores durante seis meses de prisão, com reencontro ao sair do Colmeia.1

    29/05/2025
Pedidos e respostas
  • Pedido de asilo político na Argentina1

    Argentina

    Resposta não localizada no acervo.

Documentos e informações ainda não localizados
  • Ocupação não localizada no acervo.
  • Idade não localizada no acervo.
  • Número do processo, órgão julgador e inteiro teor da sentença não localizados; só há menção a condenação a 17 anos.
  • Datas de início e fim da prisão de seis meses e divergência entre Colmeia e Papuda não esclarecidas no acervo.
  • Resultado do pedido de asilo de Alessandra na Argentina não localizado; asilo mencionado é de outra pessoa.
  • Decisão judicial, documentos migratórios e mídias citados não examinados.

Fontes

  1. [Bureaucom] FILHA DE EXILADOS PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA PELA ANISTIA

    Ana Maria Cemin · 29/05/2025

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    Documento preservado parcialmente.

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  2. [Bureaucom] EXILADOS OPINAM SOBRE A CONQUISTA DE ASILO NA ARGENTINA

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · 17/03/2026

    Abrir fonte original ↗

    Documento preservado parcialmente.

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