Sobre as fontes
A trajetória vem de uma única reportagem de Ana Maria Cemin, publicada em 11 de fevereiro de 2025, com entrevista direta com Célia Regina de Souza Sales Santos e informações do advogado da irmã presa; não há decisão judicial examinada nem entrevista posterior, e temas clínicos e jurídicos da irmã permanecem atribuídos às falas publicadas.
A irmã que segurava as visitas no Colmeia1
Célia Regina de Souza Sales Santos, de 64 anos, era em fevereiro de 2025 o elo da irmã presa com a família. Ela contou que via Adalgiza Maria Dourado, de 65 anos, definhar no Presídio Colmeia, em Brasília, e que procurava manter-se forte diante dela para passar força.1
Nas visitas, Célia dizia conversar muito e orar com a irmã para afastar o pensamento suicida. Relatava que Adalgiza a abraçava e chorava, dizia não ver mais sentido na vida, tomava medicação controlada e comia pouco, e entrava em desespero quando a visita terminava.1
Célia era a única pessoa da família que Adalgiza autorizou a entrar no presídio. A reportagem esclarece que a restrição partiu da própria presa, por vergonha da condição de presa, e não era uma proibição geral imposta pelo presídio às demais visitas.1
Até pouco tempo as visitas aconteciam a cada 15 dias, mas o cadastro de Célia perdeu a validade sem que ela soubesse. Com o cadastro inativo, a retomada era prevista para o dia 25 daquele mês, sem execução comprovada no acervo.1
Célia descrevia um sofrimento que se estendia à família: a irmã estava sem se comunicar com os familiares desde o ano anterior, completou 65 anos sozinha em janeiro, sem abraço ou visita, e as filhas sofriam muito. Ao narrar o 8 de janeiro, quando a irmã teria se machucado, passado mal e batido a tampa de um cinzeiro de metal contra catracas sem causar dano, Célia falou em prantos.1
Situação documentada
Única familiar autorizada pela irmã a visitar no Colmeia, com cadastro inativo e retomada prevista para o dia 25, sem execução comprovada.1
A trajetória no tempo
11/02/2025
Reportagem publica entrevista em que Célia relata visitas, conversas e orações com a irmã no Colmeia.1
02/2025
Retomada das visitas prevista para o dia 25 após inativação do cadastro, sem execução comprovada.1
Dados da história
- Formação
- Não informada
- Idade à época
- 64 anos · 11/02/20251
Processo e pena
Número do processo não localizado no acervo.
Pena não informada no acervo.
Medidas na trajetória
- Medidas não informadas no acervo.
Efeitos relatados
- Convivência
Sofrimento familiar e interrupção temporária das visitas pela inativação do cadastro; chora ao narrar a situação da irmã.1
11/02/2025
Pedidos e respostas
- Pedidos efetivamente apresentados não localizados no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
- Ocupação de Célia não localizada no acervo.
- Município de residência ou origem de Célia não localizado no acervo.
- Sem processo ou pena da própria Célia no acervo; atos citados referem-se à irmã presa.
- Execução da retomada das visitas prevista para o dia 25 não comprovada no acervo.
Fontes
[Bureaucom] IDOSA PLANEJA AUTOEXTERMÍNIO NO COLMEIA
Ana Maria Cemin · 11/02/2025
Documento preservado parcialmente.
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