Sobre as fontes
A vida relatada vem de duas reportagens de Ana Maria Cemin no Bureaucom, com entrevista direta com Wanderson; os atos processuais citados do pai vêm desses mesmos textos, sem certidão, decisão judicial ou processo examinados no acervo.
Vender biscoitos para manter o pai defendido1
Wanderson Luiz Lisboa dos Santos, de 37 anos, apresentou-se em dezembro de 2023 como filho do pastor Jorge Luiz dos Santos, preso no Presídio Papuda desde 8 de janeiro. Diante do indeferimento da soltura do pai, com fundamento atribuído a antecedentes criminais, disse ter buscado documentação para contestar essa atribuição e afirmar que o pai seria réu primário.1
Para sustentar a casa, Wanderson contou que vende biscoitos de polvilho aos domingos, enquanto a mãe acompanha outro pastor até Itaverava para manter a igreja aberta, a pedido do pai. Disse que a família tinha poucas condições e se dedicava ao máximo para pagar os honorários da defesa, elogiando o trabalho do advogado, com parcelas de R$ 700,00 somadas a despesas domésticas e aos custos com o bisneto nascido naquele ano.1
Ele relatou trocar muitas correspondências com o pai, o que compensava não poder visitá-lo no presídio por ser muito caro. Contou que o pai havia trabalhado como classificado, servindo almoço, limpando banheiros e fazendo a interface entre presos e advogados, até deixar a função após mudança de ala. Também transmitiu a angústia do pai em cartas, o medo de perder a mãe sem se despedir e relatos sobre a saúde paterna, que pertencem ao pai e não a Wanderson.1
Em janeiro de 2024, dez integrantes da família, incluindo Wanderson Luiz, estavam em Brasília para agenda de entrevistas e manifestações, com leitura de carta no Supremo Tribunal Federal programada para o dia seguinte, acompanhados por advogadas. A advogada relatou que os familiares não tinham autorização para visitar o pastor no Papuda e que a carta da família seria lida e entregue ao STF.2
Situação documentada
Em Brasília com a família para mobilização pela soltura do pai, sem autorização de visita informada e com leitura de carta ao STF programada para o dia seguinte.2
A trajetória no tempo
20/12/2023
Busca certidão de antecedentes do pai para contestar fundamento do indeferimento de soltura; relata venda de biscoitos, custos da defesa e troca de correspondências.1
17/01/2024
Integra grupo de dez familiares em Brasília para entrevistas e manifestações; família sem autorização de visita.2
18/01/2024
Leitura e entrega de carta da família ao STF programada para esta data.2
Dados da história
Processo e pena
Número do processo não localizado no acervo.
Pena não informada no acervo.
Medidas na trajetória
- Medidas não informadas no acervo.
Efeitos relatados
- Trabalho
Vende biscoitos de polvilho aos domingos para ajudar a família e pagar honorários da defesa do pai.1
20/12/2023 - Convivência
Não visita o pai no presídio por custo elevado; mantém contato por correspondências.1
20/12/2023 - Patrimônio
Relata dificuldade para pagar parcelas de R$ 700,00 da defesa, somadas a despesas domésticas e custos com o bisneto.1
20/12/2023
Pedidos e respostas
- Pedidos efetivamente apresentados não localizados no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
- Residência, origem ou custódia de Wanderson não localizadas no acervo.
- Processo e pena próprios não localizados no acervo; atos citados referem-se ao pai.
- Resultado de eventual apresentação da certidão de antecedentes e da carta ao STF não localizado no acervo.
- Situação posterior a 2024-01-17 não localizada no acervo.
Fontes
[Bureaucom] Pastor Jorge prefere morrer a ficar trancado no Papuda
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 20/12/2023
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
↩ Voltar 1 ↩ Voltar 2 ↩ Voltar 3 ↩ Voltar 4 ↩ Voltar 5 ↩ Voltar 6 ↩ Voltar 7 ↩ Voltar 8 ↩ Voltar 9 ↩ Voltar 10 ↩ Voltar 11
[Bureaucom] FAMÍLIA CLAMA PELA SOLTURA DE PASTOR EM BRASÍLIA
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 17/01/2024
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
Você pode solicitar alterações nas informações ou a retirada deste perfil.