Sobre as fontes
A história vem de uma carta aberta de Marisa reproduzida em reportagem de Ana Maria Cemin no Bureaucom em novembro de 2023; não há entrevista direta além dessa carta nem decisão judicial examinada no acervo, e atos processuais citados são versões da família.
Chamada do trabalho para segurar a casa sozinha1
Marisa Aparecida Nogueira, também guarda municipal, é esposa de Joelson Sebastião Freitas. A carta publicada em novembro de 2023 é assinada como Marisa Aparecida Aires Nogueira e diz que ambos estiveram em Brasília em janeiro e participaram da manifestação sem depredar.1
No dia 17 de março, Joelson foi preso em casa por ordem de Alexandre de Moraes. Marisa conta que estava no trabalho e foi chamada para voltar para casa para ficar com as crianças, entre elas um menino de 8 anos e a neta criada pelo casal.1
Com o marido levado para um presídio a quase 700 km de casa, Marisa passou a sustentar sozinha o cuidado das duas crianças. Em oito meses de prisão, conseguiu visitá-lo apenas três vezes, e relata dificuldades financeiras que aumentavam desde a prisão, além de salário bloqueado e custas com advogados que pesavam sobre a família.1
Na carta, ela afirma que a defesa obteve dois pareceres favoráveis da Procuradoria-Geral da República para Joelson voltar para casa, mas que foram negados em 24 de julho e em 30 de outubro, com embargos sem resposta e pedido subsidiário de prisão domiciliar não respondido, segundo a família.1
Ao final, Marisa anuncia que Joelson, hipertenso e depressivo, decidira iniciar greve de fome e suspender a medicação diária como protesto. A intenção de greve, os problemas de saúde e a prisão são dele; o acervo não informa soltura efetiva, e Marisa permanece registrada apenas pelo apelo e pela expectativa com os pareceres.1
Situação documentada
Esposa sustentando sozinha o cuidado das crianças, com três visitas em oito meses e dificuldades financeiras, mantendo apelo pela libertação do marido sem soltura informada.1
A trajetória no tempo
17/03/2023
Marido preso em casa; Marisa, que trabalhava, é chamada para ficar com as crianças.1
24/07/2023
Primeiro parecer favorável da PGR negado, segundo relato da família.1
30/10/2023
Segundo parecer favorável da PGR negado, segundo relato da família.1
26/11/2023
Carta aberta de Marisa publicada, relatando visitas limitadas, dificuldades e intenção de greve de fome do marido.1
Dados da história
- Formação
- guarda municipal1
- Idade à época
- Não informada
Processo e pena
Número do processo não localizado no acervo.
Pena não informada no acervo.
Medidas na trajetória
- Medidas não informadas no acervo.
Efeitos relatados
- Convivência
Apenas três visitas em oito meses por cuidar sozinha de duas crianças e distância de quase 700 km.1
26/11/2023 - Patrimônio
Dificuldades financeiras crescentes desde a prisão do marido, com salário bloqueado e custas advocatícias da família.1
26/11/2023
Pedidos e respostas
- Pedidos efetivamente apresentados não localizados no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
- Idade de Marisa não localizada no acervo.
- Município de residência, origem ou custódia de Marisa não localizado no acervo.
- Processo ou pena próprios de Marisa não localizados no acervo.
- Sem entrevista direta além da carta reproduzida; documentos primários não examinados.
Fontes
[Bureaucom] Patriota faz greve de fome no presídio
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 26/11/2023
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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