Sobre as fontes
A trajetória vem de uma reportagem de Ana Maria Cemin publicada em outubro de 2024, construída em entrevista direta com Maria Silvaneide Fernandes de Oliveira; os atos relativos à prisão e à pena do filho aparecem apenas como contexto relatado, sem decisão judicial examinada no acervo.
Seis viagens de 18 horas para ver o filho preso1
Maria Silvaneide Fernandes de Oliveira, de 54 anos, moradora de Vitória da Conquista, na Bahia, sustentava a rotina como merendeira de escola municipal quando a prisão do filho Matheus Fernandes Bomfim reorganizou sua vida em torno de visitas distantes.1
Em quase dois anos, ela foi seis vezes a Brasília ver o filho no Presídio Papuda. Cada deslocamento exigia 18 horas de ônibus para ir e outras 18 para voltar, com a última visita ocorrida na semana anterior à entrevista.1
O custo era alto para quem recebia R$ 1.400,00 mensais e ainda separava parte do valor para ajudar nas necessidades da neta de 10 anos. Só as passagens somavam R$ 800,00 por viagem; a hospedagem era evitada porque moradores de Brasília acolhiam parentes de presos em suas casas.1
Silvaneide contou que chorava todos os dias, havia emagrecido e perdido o apetite ao pensar no filho preso. Na última visita, descreveu tê-lo visto magro, pálido e desanimado, e disse ter saído chorando muito ao vê-lo cansado e sem esperança.1
Ela afirmou sair da Bahia com alegria no coração para ver o filho e voltar com a sensação de ter um pedaço arrancado. A família procurava estar com a neta aos fins de semana para compensar a ausência do pai, e a esperança declarada por Silvaneide era a anistia.1
Situação documentada
Mãe relata seis visitas ao filho preso em Brasília, custos de viagem e sofrimento próprio; evolução posterior não examinada.1
A trajetória no tempo
23/10/2024
Publicado relato em que Silvaneide descreve seis visitas ao filho em Brasília, despesas de viagem e sofrimento próprio.1
Dados da história
- Formação
- merendeira em escola municipal1
- Idade à época
- 54 anos · 23/10/20241
- Residência informada
- Vitória da Conquista · BA123/10/2024
Processo e pena
Número do processo não localizado no acervo.
Pena não informada no acervo.
Medidas na trajetória
- Medidas não informadas no acervo.
Efeitos relatados
- Saúde
Relata chorar todos os dias, ter emagrecido e perdido o apetite ao pensar na prisão do filho.1
23/10/2024 - Patrimônio
Cada viagem a Brasília custava cerca de R$ 800,00 só em passagens, diante de salário de R$ 1.400,00 mensais.1
23/10/2024 - Convivência
Descreve alegria ao viajar para ver o filho e dor intensa na volta para a Bahia.1
23/10/2024
Pedidos e respostas
- Pedidos efetivamente apresentados não localizados no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
- Nenhum processo ou pena próprios localizados no acervo; prisão e pena mencionadas pertencem ao filho.
- Evolução posterior a 2024-10-23 não examinada no acervo.
- Nenhuma medida restritiva própria localizada no acervo.
Fontes
[Bureaucom] MEU FILHO PERDEU A LIBERDADE EM BRASÍLIA
Ana Maria Cemin · 23/10/2024
Documento preservado parcialmente.
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