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UMA HISTÓRIA DO ACERVO

Marisa Fernandes Cardoso

Professora de Guaratinguetá, Marisa relatou assédio e um quase acidente com a tornozeleira. Condenada a um ano convertido em restrição de direitos, seguia com tornozeleira e recolhimento.12

Situação conhecida em 06/11/2025 · 4 documentos

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Sobre as fontes

A trajetória vem de três textos do Bureaucom assinados por Ana Maria Cemin: um relato de fevereiro de 2025 em que Nick fala sobre o grupo do Vale do Paraíba, uma lista de julgamentos virtuais de abril de 2025 e a reprodução de manifestação da advogada Kelly perante a CIDH em novembro de 2025. Não há entrevista direta com Marisa nem decisão judicial examinada no acervo.

A professora com a tornozeleira na sala de aula12

Marisa Fernandes Cardoso aparece como professora de Guaratinguetá incluída entre os manifestantes do Vale do Paraíba levados a Brasília em janeiro de 2023. Em relato publicado em fevereiro de 2025, Nilza Rodrigues Novoli, conhecida como Nick e integrante do Núcleo Brasil em Evidência, individualiza a situação dela dentro do grupo.1

Segundo Nick, Marisa sofria assédio moral por parte de alunos e até de professores e usava tornozeleira eletrônica. Nick conta que, em uma ocasião, o fio da tornozeleira enroscou no fio do carregador do notebook, episódio descrito como um quase acidente, sem relato de lesão consumada.1

Em abril de 2025, o nome de Marisa foi incluído no lote de julgamento virtual previsto para os dias 4 a 11 daquele mês, entre 17 manifestantes do 8 de janeiro julgados por crimes descritos como leves, de associação criminosa e incitação ao crime. O texto indica que esses casos recebiam penas restritivas de direitos, com prestação de serviços, curso, proibição de ausentar-se da comarca e de usar redes sociais, multa e pagamento solidário.3

Em manifestação levada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos em 5 de novembro de 2025 e reproduzida em 6 de novembro, a advogada Kelly Maria Silva Espíndola afirmou que Marisa havia sido condenada a um ano de prisão, convertida em pena restritiva de direitos. Segundo a advogada, Marisa ficou três meses encarcerada e permanecia com tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e nos fins de semana, medidas que, na avaliação dela, prolongavam os efeitos da pena. A advogada também disse que Marisa é professora da rede pública e ganha pouco, sem quantificar valores, e pediu medidas cautelares urgentes em favor dela e de outros clientes.2

Situação documentada

Pena de um ano convertida em restritiva de direitos, com relato de tornozeleira e recolhimento noturno e nos fins de semana e pedido de medidas urgentes à CIDH sem resposta localizada.2

A trajetória no tempo

21/02/2025

Relato de Nick individualiza assédio moral sofrido pela professora Marisa e quase acidente com o fio da tornozeleira.1

05/04/2025

Nome de Marisa incluído no lote de julgamento virtual de 4 a 11 de abril por crimes descritos como leves.3

06/11/2025

Manifestação da advogada Kelly à CIDH informa pena de um ano convertida em restritiva, três meses de cárcere anterior e manutenção de tornozeleira e recolhimento.2

Dados da história

Formação
Professora da rede pública2
Idade à época
Não informada
Origem informada
Guaratinguetá · SP1421/02/2025
Processo e pena

Número do processo não localizado no acervo.

1 anos de pena.2

Medidas na trajetória
  • Tornozeleira eletrônica

    Uso de tornozeleira eletrônica relatado como atual em novembro de 2025.2

    Informada na data · 06/11/2025
  • Deslocamentos restritos

    Recolhimento noturno e nos fins de semana relatado como atual em novembro de 2025.2

    Informada na data · 06/11/2025
Efeitos relatados
  • Convivência

    Relato de assédio moral por parte de alunos e professores1

    21/02/2025
Pedidos e respostas
  • Medidas cautelares urgentes em favor de Marisa Fernandes Cardoso e outros clientes2

    CIDH/OEA · Pedido em 05/11/2025

    Resposta não localizada no acervo.

Documentos e informações ainda não localizados
  • Idade não localizada no acervo.
  • Número do processo e órgão julgador não localizados de forma identificável no acervo.
  • Pena de um ano convertida conhecida apenas por fala da advogada reproduzida; decisão judicial primária não examinada.
  • Datas de início e fim do cárcere de três meses e das cautelares não localizadas no acervo.
  • Resposta da CIDH ao pedido de medidas urgentes não localizada no acervo.
  • Entrevista direta com Marisa não localizada no acervo.

Fontes

  1. [Bureaucom] UM ANO DA MORTE DE PRESO POLÍTICO DO VALE DO PARAÍBA

    Ana Maria Cemin · 21/02/2025

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    Documento preservado parcialmente.

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  2. [Bureaucom] 8.01: ADVOGADA COBRA MEDIDAS URGENTES DA OEA

    Ana Maria Cemin · 06/11/2025

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  3. STF JULGA MAIS 17 MANIFESTANTES DE 8.1

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · 05/04/2025

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    Documento preservado parcialmente.

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  4. IBGE — referência territorial de Guaratinguetá/SP

    IBGE · IBGE · Data não informada

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    Documento preservado parcialmente.

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