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UMA HISTÓRIA DO ACERVO

Elisângela Aparecida Barbosa dos Santos Pereira

Após as prisões do marido, Elisângela passou a sustentar a casa em Pompéia com seu salário e ajuda de familiares, visitava-o aos domingos em Lins e buscava renda extra com artesanato.1

Situação conhecida em 21/10/2024 · 1 documentos

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Sobre as fontes

A trajetória vem de entrevista direta com Elisângela, reproduzida em primeira pessoa em reportagem de Ana Maria Cemin no Bureaucom em outubro de 2024; os atos processuais e a pena de 14 anos citados são do marido José Ricardo, sem decisão judicial examinada no acervo, sem entrevista complementar e sem documentos financeiros posteriores.

Sozinha à frente da casa em Pompéia1

Elisângela Aparecida Barbosa dos Santos Pereira, 48 anos, vivia em Pompéia, no interior de São Paulo, com o marido José Ricardo, com quem completara 20 anos de casada. Os dois trabalhavam há mais de três décadas na mesma companhia, moravam em casa financiada e organizavam a rotina em torno do trabalho e da oração diária em família.1

A prisão do marido em Brasília, no contexto do 8 de janeiro de 2023, interrompeu essa rotina. Ela conta que ele foi levado ao Presídio Papuda e, duas semanas depois, foi desligado da empresa onde trabalhara por 33 anos. O dinheiro da rescisão sustentou a família por alguns meses, até se esgotar.1

Desde então, Elisângela passou a sustentar a casa com o próprio salário e com a ajuda de amigos e familiares. Ela diz viver um dia de cada vez, mantendo compromissos como o plano de saúde dos pais idosos, além do cuidado redobrado com os três filhos após a segunda prisão do marido, em junho, e sua transferência para estabelecimentos em Álvaro Carvalho e depois em Lins.1

A ausência se mede em gestos semanais: todos os domingos ela viaja cerca de uma hora e meia até Lins, leva comida para almoçar com o marido e envia pelo correio os objetos de que ele precisa. Leva um filho de cada vez, conforme as regras de visita, e decide com ele as questões da casa.1

Ela relata que o carro da família, ano 2007, foi bloqueado pelo Supremo, sem que o acervo examine a natureza do ato, e que o veículo antigo passou a exigir conserto de cerca de R$ 7 mil na caixa de direção e no amortecedor, valor que diz não ter. A casa financiada permanece como incerteza.1

Para completar a renda, começou a fazer artesanato nas horas vagas e criou uma página para vender as peças. Ao mesmo tempo, descreve ter se tornado mais introspectiva, preocupada com o que fala, rezando mais e passando diariamente na igreja. Em outubro de 2024, sustentada pelo trabalho, pela solidariedade recebida e pela fé, seguia à frente da casa, dos filhos e dos pais, aguardando a possibilidade de reunir novamente a família.1

Situação documentada

Em outubro de 2024, Elisângela sustentava a casa com seu salário e ajuda de amigos e familiares, visitava o marido preso em Lins aos domingos, cuidava dos filhos e dos pais e buscava renda complementar com artesanato.1

A trajetória no tempo

Dados da história

Formação
Trabalhadora assalariada; artesanato para renda complementar1
Idade à época
48 anos · 21/10/20241
Residência informada
Pompéia · SP121/10/2024
Processo e pena

Número do processo não localizado no acervo.

Pena não informada no acervo.

Medidas na trajetória
  • Medidas não informadas no acervo.
Efeitos relatados
  • Trabalho

    Passou a sustentar a casa com o próprio salário e ajuda de amigos e familiares após demissão do marido e esgotamento da rescisão.1

    21/10/2024
  • Trabalho

    Começou a fazer artesanato nas horas vagas para completar a renda familiar.1

    21/10/2024
  • Convivência

    Viaja todos os domingos até Lins para almoçar com o marido preso e envia produtos pelo correio; leva um filho por vez.1

    21/10/2024
  • Patrimônio

    Relata bloqueio do carro da família, de 2007, e casa financiada, sem exame do ato no acervo.1

    21/10/2024
  • Prática religiosa

    Relata rezar mais e passar diariamente na igreja, com maior introspecção e cuidado com o que fala.1

    21/10/2024
Pedidos e respostas
  • Pedidos efetivamente apresentados não localizados no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
  • Nenhum processo próprio identificado no acervo; prisões e pena narradas pertencem ao marido.
  • Nenhuma medida restritiva própria localizada no acervo.
  • Nenhum pedido próprio localizado no acervo.
  • Cidade registrada apenas como Pompéia na reportagem; sem confirmação de residência atual posterior.
  • Documentos financeiros e situação doméstica posterior a outubro de 2024 não examinados.

Fontes

  1. [Bureaucom] PENA DE 14 ANOS PARA UM PAI DE FAMÍLIA

    Ana Maria Cemin · 21/10/2024

    Documento preservado parcialmente.

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