Sobre as fontes
A trajetória vem de duas reportagens de Ana Maria Cemin no Bureaucom, com entrevista direta com Luiz Carlos Manzano em julho de 2024; os atos sobre a prisão e a condenação da esposa aparecem apenas como relato da fonte, sem decisão judicial examinada no acervo.
Três meses em Brasília e a casa sozinha em Bauru12
Luiz Carlos Manzano, 73 anos, é apresentado em 2024 como marido de Fátima Pletti, com quem estava junto há 24 anos, e como aposentado com salário-mínimo após um AVC sofrido anos antes, que o deixou acamado por longos meses.1
Quando Fátima ficou presa no Presídio Colmeia, em Brasília, Manzano deixou a casa em Bauru e passou cerca de três meses na capital esperando o alvará de soltura para levá-la de volta. A saída ocorreu em agosto, com retorno a Bauru no dia 30.1
Na véspera de uma visita, depois de meses sem ver o marido, Fátima ouviu que ainda se decidia se teria o direito à visita e gritou da cela pedindo para vê-lo. No pátio, Luiz Carlos protestou por não poder ver a esposa, e depois de insistência dos dois foi permitido um encontro de meia hora.1
Em julho de 2024, Manzano estava morando sozinho em Bauru desde que a esposa saíra do Brasil, há cerca de três meses, após condenação a 17 anos de prisão atribuída ao Supremo Tribunal Federal. Ele fez apelo para que congressistas fizessem andar o projeto de lei de anistia na Câmara dos Deputados.2
Na entrevista, Manzano disse que a família no Brasil fazia o possível para que Fátima pudesse se alimentar na Argentina, onde ela estava em quarto alugado, e afirmou que ela voltara a comer e dormir, o que seria impossível na penitenciária. Fibromialgia, perda de peso e cárcere relatados pertencem à esposa, não a ele.2
Situação documentada
Morando sozinho em Bauru após a saída da esposa para a Argentina, com apelo pela anistia e apoio familiar para alimentação dela no exterior.2
A trajetória no tempo
06/2023
Permanece cerca de três meses em Brasília, fora de casa, para aguardar a saída da esposa do Colmeia.1
05/07/2024
Relatado morando sozinho em Bauru após a saída da esposa do Brasil e fazendo apelo a congressistas pelo andamento da anistia.2
Dados da história
Processo e pena
Número do processo não localizado no acervo.
Pena não informada no acervo.
Medidas na trajetória
- Medidas não informadas no acervo.
Efeitos relatados
- Convivência
Separação conjugal após saída da esposa do Brasil, passando a morar sozinho; antes, ficara cerca de três meses fora de casa em Brasília para aguardá-la.21
05/07/2024
Pedidos e respostas
Andamento do projeto de lei de anistia dos presos políticos na Câmara dos Deputados2
congressistas · Pedido em 05/07/2024Resposta não localizada no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
- Número de processo, tribunal responsável e pena da própria pessoa não localizados no acervo, compatível com papel de familiar por reflexo.
- Medidas restritivas ou prisão dirigidas ao próprio Manzano não localizadas no acervo.
- Apenas antecedente de AVC ocorrido anos antes, sem detalhes clínicos ou dependência atual no acervo.
Fontes
[Bureaucom] IDOSA FICOU 7 MESES PRESA E PODE SER CONDENADA PELO STF
Ana Maria Cemin · 13/02/2024
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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[Bureaucom] MARIDO PEDE SOCORRO PARA ESPOSA EXILADA
Ana Maria Cemin · 05/07/2024
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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