Sobre as fontes
A trajetória vem de entrevista direta feita em 7 de novembro de 2025 por Ana Maria Cemin e publicada no Bureaucom, com falas do próprio Symon reproduzidas na íntegra, além de lista da mesma autora com ações penais pautadas no Supremo Tribunal Federal; não há decisão judicial examinada no acervo.
Sem abraçar os filhos desde 2023, pastor aguarda julgamento no exílio1
Symon Filipe de Castro Albino apresentou-se em novembro de 2025 como pastor da Igreja Novo Templo, de 34 anos, pai de quatro filhos, e disse viver exilado na Argentina sem abraçar as crianças desde 4 de janeiro de 2023.1
Ele contou que sua participação começou em Campinas, em São Paulo, onde ficou cerca de 70 dias no acampamento local, que foi a Brasília em 5 de janeiro de 2023 e que, depois dos acontecimentos de 8 de janeiro, deixou seu estado e ficou escondido no Brasil.1
Segundo seu relato, ficou escondido por um ano e sete meses em uma chácara e saiu do país quando percebeu que seria preso, afirmando que não se exilou por vontade própria.1
Ele disse ser réu pelos atos de 8 de janeiro, afirmou que não havia sido condenado até aquele momento e declarou que tinha um mandado de prisão aberto desde fevereiro de 2023, considerando-se foragido.1
Antes de sair do Brasil, disse que trabalhava como chefe de cozinha e adestrador de cães e que, mesmo escondido, conseguiu ajudar os filhos por um tempo trabalhando em uma pousada numa ilha.1
Na Argentina, contou que tentou abrir um restaurante, mas fechou por causa da crise, e que passou a trabalhar em um açougue ganhando cerca de R$ 1.400,00 por mês, dos quais R$ 1.000,00 iam para o aluguel, com o restante mal cobrindo despesas básicas.1
Disse que desde a chegada à Argentina não conseguiu mais enviar pensão e que os filhos viviam com a mãe, que dependeria de Bolsa Família e de ajuda mensal de R$ 350,00 do Instituto Gritos de Liberdade.1
Afirmou ter documento argentino e ter dado entrada em pedido de refúgio, mas não ter dado prosseguimento ao processo por ver outros serem presos, e disse temer que, após o julgamento marcado, passassem a buscá-lo para extradição, o que poderia impedi-lo até de continuar trabalhando.1
Ele teve o nome listado para julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal entre 14 e 25 de novembro, na AP 2658, com expectativa relatada de condenação a pelo menos 14 anos como os demais acusados de cinco crimes.21
No segundo dia do 1º Fórum de Buenos Aires, na Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, por volta das 19h de 6 de novembro, pediu para falar durante evento com o ministro Gilmar Mendes na mesa, discursou brevemente e deixou o auditório por vontade própria.1
Contou que pediu autorização com a frase sobre democracia, que o ministro autorizou com sinal positivo com a cabeça, que foi ouvido sem interrupções e que, apesar do temor de ser preso, o medo não o impediu de se manifestar.1
Relatou ainda que foi seguido por seguranças ligados ao ministro e que, antes de começar a filmar, ainda no auditório, os agentes tentaram intimidá-lo com ameaças verbais, cessando as agressões ao iniciar a gravação.1
Situação documentada
Vivendo na Argentina segundo relato próprio, com mandado de prisão aberto afirmado por ele, sem condenação até então, e com julgamento marcado de 14 a 25 de novembro.1
- Deslocamento relatado
- No exterior
Presença no exterior relatada na fonte; a qualificação não comprova asilo ou refúgio formal.1
Informação publicada em 11/11/2025
A trajetória no tempo
04/01/2023
Último abraço relatado nos filhos antes da separação.1
02/2023
Início afirmado do mandado de prisão aberto, sem condenação até novembro de 2025.1
06/11/2025
Fala em evento com Gilmar Mendes em Buenos Aires, com autorização gestual e saída voluntária do auditório.1
07/11/2025
Entrevista em que narra exílio, trabalho, renda e pedido de refúgio não continuado.1
11/11/2025
Publicação que lista AP 2658 para julgamento de 14 a 25 de novembro na Primeira Turma do STF.21
Dados da história
- Formação
- Chefe de cozinha e adestrador de cães no Brasil; trabalho em açougue na Argentina1
- Idade à época
- 34 anos · 11/11/20251
- Residência informada
- Argentina111/11/2025
Medidas na trajetória
- Prisão preventiva
Mandado de prisão aberto desde fevereiro de 2023, segundo relato próprio, sem execução informada.1
Desde 02/2023 · Informada na data · 11/11/2025
Efeitos relatados
- Convivência
Sem abraçar os filhos desde 4 de janeiro de 2023.1
11/11/2025 - Trabalho
Trabalho em açougue na Argentina com cerca de R$ 1.400 mensais, dos quais cerca de R$ 1.000 vão para aluguel.1
11/11/2025 - Trabalho
Restaurante tentado na Argentina e fechado por causa da crise.1
11/11/2025 - Convivência
Dificuldade relatada de enviar pensão aos filhos após chegada à Argentina.1
11/11/2025
Pedidos e respostas
Pedido de refúgio na Argentina, sem prosseguimento segundo relato próprio1
Destinatário não informadoResposta não localizada no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
- Resultado e pena do julgamento marcado para novembro de 2025 não localizados no acervo.
- Execução do mandado de prisão afirmado pelo entrevistado não comprovada no acervo.
- Situação formal do pedido de refúgio e eventual extradição sem decisão localizada.
- Cidade de residência ou custódia na Argentina não localizada no acervo.
Fontes
[Bureaucom] ELE ENFRENTOU O MEDO PARA FALAR DA SUA DOR
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 11/11/2025
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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[Bureaucom] QUEM VAI A JULGAMENTO NESTA 6ª FEIRA?
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 11/11/2025
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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