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UMA HISTÓRIA DO ACERVO

Romário Garcia Rodrigues

Romário Garcia Rodrigues, 35 anos, deixou o Brasil em julho de 2024, perdeu o trabalho após adoecer e vivia sozinho em país não revelado, com medo de sair à rua e vontade de voltar para a mãe em Fortaleza.1

Informação publicada em 10/06/2025 · 1 documentos

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Sobre as fontes

a trajetória vem de uma reportagem do Bureaucom, de junho de 2025, que reproduz falas atribuídas ao próprio Romário em contato direto; os atos processuais e a condenação são apenas informados pela matéria, sem decisão judicial examinada no acervo, e o país onde ele estava não foi revelado.

Longe de casa, sem saber como voltar1

Romário Garcia Rodrigues, 35 anos, sempre morou com a mãe em Fortaleza, no Ceará, antes de deixar o Brasil. A reportagem o apresenta como condenado pela Suprema Corte a 2 anos e cinco meses de prisão e o identifica pelos crimes imputados de associação criminosa e incitação ao crime.1

Depois de um ano e quatro meses usando tornozeleira desde que voltou de Brasília, após a manifestação de 8 de janeiro de 2023, ele pegou carona para Feira de Santana em 12 de julho de 2024 e chegou à Argentina quatro dias depois. A entrada foi tranquila e ele procurou a Comisión Nacional para los Refugiados para pedir proteção internacional como refugiado, mas nunca chegou a fazer a entrevista.1

Passados poucos meses na Argentina, sob medo de prisão, ele partiu com quatro companheiras em 18 de novembro de 2024 em jornada terrestre rumo ao México, passando por Chile, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras e Guatemala, com ajuda de agentes pagos que ele chama de máfia da imigração. No caminho, o grupo foi sequestrado por três dias até pagarem o valor cobrado e teve tudo roubado, em episódio ocorrido na véspera do Natal.1

Ele conta que chegou ao México depois do horário e já não conseguiu entrar nos Estados Unidos, enquanto as companheiras entraram e foram detidas. Separado do grupo, passou a morar sozinho em país que não revelou, sem saber como retornar.1

Onde estava, conseguiu trabalho de madrugada fazendo soldagem das 19h30 às 6h30, mas adoeceu e foi dispensado ao retornar. Diz ter medo de sair à rua e de pegar ônibus porque, por ser gay, teme violência homofóbica, além de temer ser pego como ilegal e temer voltar e ser preso em Fortaleza.1

Ele se diz desestruturado, com aflição, dor, angústia e medo tomando conta da mente e do corpo, e afirma que o estado psicológico ficou alterado depois da prisão no Papuda. A lembrança da mãe, que o espera de volta, e o contato com os advogados aparecem como apoio na vontade de voltar para casa.1

Situação documentada

Em junho de 2025, relatava viver sozinho em país não revelado, desempregado após doença, com medo e vontade de voltar para casa.1

Deslocamento relatado
No exterior

Presença no exterior relatada na fonte; a qualificação não comprova asilo ou refúgio formal.1

Informação publicada em 10/06/2025

A trajetória no tempo

12/07/2024

Pegou carona para Feira de Santana para deixar o Brasil.1

07/2024

Chegou à Argentina quatro dias depois e procurou a CONARE, sem chegar à entrevista.1

18/11/2024

Iniciou com o grupo a jornada por terra da Argentina rumo ao México.1

10/06/2025

Relatava viver sozinho em país não revelado, após perder trabalho por doença, com vontade de voltar.1

Dados da história

Formação
trabalho de soldagem em empresa, em turno da madrugada1
Idade à época
35 anos · 10/06/20251
Residência informada
Fortaleza · CE110/06/2025
Processo e pena

Número do processo não localizado no acervo.

2.4166667 anos de pena.1

Medidas na trajetória
  • Tornozeleira eletrônica

    Usou tornozeleira por um ano e quatro meses após voltar de Brasília; rompeu antes de sair do Brasil em julho de 2024.1

    Medida histórica · 10/06/2025
Efeitos relatados
  • Trabalho

    Perdeu o emprego noturno em empresa após adoecer e ser dispensado ao retornar.1

    10/06/2025
  • Saúde

    Relata estado psicológico alterado após prisão e atual aflição, angústia e medo.1

    10/06/2025
  • Agressão relatada

    Relata que o grupo foi sequestrado por três dias até pagamento e teve todos os bens roubados.1

    10/06/2025
  • Convivência

    Morando sozinho, com medo de sair à rua e usar ônibus por temer violência homofóbica.1

    10/06/2025
Pedidos e respostas
  • Solicitação de proteção internacional como refugiado na Argentina1

    CONARE

    Entrevista não realizada

Documentos e informações ainda não localizados
  • Número do processo e tribunal com registro primário não localizados; pena detalhada por regime e multa não localizadas.
  • Datas de início e fim do uso de tornozeleira não localizadas além da duração relatada.
  • País onde estava em junho de 2025 não revelado; localização não será inferida.
  • Datas e situação da passagem por Papuda e Colmeia não detalhadas no acervo.

Fontes

  1. [Bureaucom] EU PRECISO VOLTAR PARA CASA!

    Ana Maria Cemin · 10/06/2025

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    Documento preservado parcialmente.

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