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UMA HISTÓRIA DO ACERVO

Claudebir Beatriz da Silva

Professora Bia, de Marabá, atuante na APAE, foi presa em abril de 2023, condenada a 14 anos na AP 2689 e levada ao presídio em 4 de maio de 2026 para cumprir pena em regime fechado.12

Situação conhecida em 04/05/2026 · 3 documentos

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Sobre as fontes

A vida relatada vem de três reportagens de Ana Maria Cemin no Bureaucom, com relatos de familiares, de pessoas próximas e da defesa; os atos processuais vêm apenas do que essas reportagens dizem sobre o julgamento na Ação Penal 2689, sem decisão judicial examinada e sem entrevista direta com Bia. Autos, vídeo original e documentos de execução não foram examinados.

Da sala de aula em Marabá ao presídio após condenação a 14 anos12

Claudebir Beatriz da Silva, conhecida como Bia entre amigos e colegas, é apresentada como professora de Marabá, no Pará, com 48 anos. A reportagem a identifica como professora da rede municipal de Marabá e atuante há mais de dez anos na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). A mesma reportagem acrescenta que ela foi candidata a suplente de deputada estadual pelo PL nas eleições de 2022, quando recebeu 1.460 votos.1

Familiares e pessoas próximas descrevem sua trajetória como ligada ao trabalho social e educacional, especialmente com crianças e jovens com deficiência. Gabriela Macieira, de Altamira, que acompanha o caso, resume: “A Bia sempre foi uma mulher de escola, de sala de aula, de comunidade”. Essa caracterização fala da vida antes da persecução penal, sem provar por si só inocência ou culpa.1

No dia 8 de janeiro, Bia chegou a Brasília na manhã daquele dia, segundo a versão atribuída à defesa. Ao meio-dia, ela estava no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército e depois seguiu para a Esplanada dos Ministérios. A defesa diz que ela subiu a rampa externa do Congresso Nacional, gravou um vídeo, pernoitou em um hotel e retornou a Marabá no dia seguinte.12

A defesa sustenta que Bia não tinha intenção de golpe de Estado e que sua participação se limitou a uma manifestação pública, ao lado de milhares de pessoas que se reuniram em frente a quartéis acreditando estar em ambiente seguro. A defesa afirma ainda que ela não portava armas, não integrava grupos organizados e defendia objetivos que considerava legítimos, como críticas ao sistema eleitoral e defesa da liberdade de expressão. O principal elemento usado na acusação, segundo a defesa, é um vídeo gravado no dia 8 de janeiro, no qual ela se apresentava como mãe e professora e fazia apelos às Forças Armadas pela transparência nas urnas, declarando estar em uma manifestação pacífica. O vídeo original e os autos não foram examinados.12

A primeira ruptura veio em 18 de abril de 2023, na décima fase da Operação Lesa Pátria, quando Bia foi presa inicialmente. O acervo não informa a data de saída dessa primeira prisão, nem as condições e medidas aplicadas entre essa prisão e a condenação posterior. Essas fases permanecem separadas.1

Entre 13 e 24 de fevereiro, em julgamento virtual do Supremo Tribunal Federal no âmbito da Ação Penal 2689, ela foi condenada, segundo o noticiado, a 14 anos de prisão em regime fechado. Além da pena privativa de liberdade, a reportagem diz que ela deverá pagar multa de R$ 50 mil e dividir, com os demais condenados, o valor de R$ 30 milhões estipulado como reparação coletiva. Uma tabela de julgamentos volta a listar “Claudebir Beatriz da Silva Campos – AP 2689” entre as condenações a 14 anos. Não há decisão judicial examinada, e pagamento não é comprovado.132

Em março de 2026, a informação relatada por Gabriela Macieira era de que Bia aguardava os trâmites da condenação e a condução para o presídio onde cumpriria a pena. Em 4 de maio de 2026, segunda-feira, a reportagem noticiou a prisão efetivada e o encaminhamento ao presídio para início do cumprimento da pena em regime fechado, afirmando que a condenação já teria transitado em julgado. O trânsito em julgado é afirmação da reportagem, não certificação por documento judicial examinado, e o presídio de destino não é nomeado.12

Situação documentada

Prisão efetivada em 4 de maio de 2026 e encaminhamento ao presídio para início do cumprimento da pena em regime fechado, segundo reportagem.2

A trajetória no tempo

18/04/2023

Primeira prisão, na décima fase da Operação Lesa Pátria; término desconhecido.1

02/2026

Julgamento virtual entre 13 e 24 de fevereiro na AP 2689, com condenação noticiada a 14 anos em regime fechado, multa e reparação coletiva.132

04/05/2026

Prisão efetivada e encaminhamento ao presídio para início do cumprimento da pena em regime fechado, segundo reportagem.2

Dados da história

Formação
Professora da rede municipal de Marabá e atuante na APAE1
Idade à época
48 anos · 08/03/20261
Residência informada
Marabá · PA108/03/2026
Processo e pena

AP 2689 · Supremo Tribunal Federal3

14 anos de pena; Indenização coletiva de R$ 30.000.000, solidária entre condenados.1

Fim do julgamento: 02/2026.

Medidas na trajetória
  • Execução em regime fechado

    Encaminhada ao presídio para início do cumprimento da pena em regime fechado após prisão de 04/05/2026, segundo reportagem.2

    Desde 04/05/2026 · Informada na data · 05/05/2026
Efeitos relatados
  • Efeitos não informados no acervo.
Pedidos e respostas
  • Pedidos efetivamente apresentados não localizados no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
  • Trânsito em julgado afirmado por reportagem, sem decisão judicial examinada.
  • Pagamento de multa e de reparação coletiva não comprovado no acervo.
  • Data de saída da primeira prisão de 18/04/2023 não localizada.
  • Presídio de destino após prisão de 04/05/2026 não nomeado no acervo.
  • Decisão judicial primária da AP 2689 e autos não examinados.
  • Entrevista direta com a pessoa não localizada no acervo.

Fontes

  1. [Bureaucom] Professora do PA é condenada a 14 Anos pelo 8.01

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · 08/03/2026

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    Documento preservado parcialmente.

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  2. [Bureaucom] Professora é levada ao presídio pelo caso de 8 de janeiro

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · 05/05/2026

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    Documento preservado parcialmente.

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  3. [Bureaucom] 37 julgamentos do 8.01 foram realizados em fevereiro

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · 09/03/2026

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    Documento preservado parcialmente.

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