Sobre as fontes
A vida relatada vem de dois textos de Ana Maria Cemin no Bureaucom: o depoimento público da filha Agnes, lido em audiência em maio de 2025, e uma carta coletiva de brasileiros refugiados entregue a parlamentares em outubro de 2025. Não há entrevista direta com Alessandra nem decisão judicial examinada no acervo utilizável.
Seis meses no Colmeia e o exílio para ficar com os filhos1
Alessandra Faria Rondon é apresentada pela filha Agnes Gusmão como sua mãe, ao lado do pai Joelton Gusmão de Oliveira. No relato lido em audiência pública, Agnes diz que os dois foram presos e condenados a 17 anos no Brasil, versão que permanece como testemunho familiar reproduzido, sem apuração independente no acervo.1
Sobre a mãe, Agnes relata seis meses de prisão, com humilhação, crueldade e fome, até comer comida com bichos para não desmaiar. A caracterização de tortura e inferno é a palavra da filha, preservada como foi publicada, sem converter o sofrimento narrado em laudo ou em conclusão própria.1
O texto que envolve o depoimento acrescenta que Joelton e Alessandra foram levados no mesmo dia aos presídios Papuda e Colmeia, onde ficaram em prisão preventiva, e que depois de condenados se refugiaram na Argentina, onde pediram asilo político. Descreve ainda a saída de Alessandra do Colmeia depois de seis meses e o reencontro com os filhos, seguido da ida ao exílio para não deixar as crianças sem pai e mãe.1
A situação do pai não se transfere à mãe. Agnes conta que o pai ficou 11 meses preso no Brasil e voltou a ser encarcerado na Argentina ao tratar da permanência, já com pedido de asilo, há cinco meses àquela altura. Essa prisão posterior naquele país é relatada apenas para ele.1
Em 7 de outubro de 2025, Alessandra aparece entre os autores de uma carta entregue em mãos em Brasília a parlamentares, pedindo que não negociem uma anistia parcial e defendendo anistia ampla, geral e irrestrita. A carta se apresenta como voz de brasileiros refugiados na Argentina, relata mais de 60 pedidos de extradição, bloqueio de documentos de refúgio e cinco pessoas ainda presas, além de fome, frio, solidão e quase dois anos longe de casa. Esses números e privações são coletivos do grupo e não se tornam episódios individuais dela.2
Situação documentada
Exílio na Argentina relatado em 22/10/2025, após saída do Brasil em 2024; a prisão no país é atribuída ao marido. Não há comprovação de reconhecimento formal de refúgio nem definição da custódia dela.3
- Deslocamento relatado
- Exílio relatado
Exílio na Argentina relatado em 22/10/2025, após saída do Brasil em 2024; a prisão no país é atribuída ao marido. Não há comprovação de reconhecimento formal de refúgio nem definição da custódia dela.3
Informação publicada em 22/10/2025
A trajetória no tempo
08/01/2023
Pais de Agnes levados no mesmo dia aos presídios Papuda e Colmeia, onde permaneceram em prisão preventiva.1
29/05/2025
Agnes lê em audiência pública na Câmara relato sobre a prisão de seis meses da mãe, a fome e o refúgio da família na Argentina com pedido de asilo.1
07/10/2025
Alessandra consta entre autores de carta de refugiados entregue em Brasília pedindo anistia ampla, geral e irrestrita.2
Dados da história
- Formação
- Não informada
- Idade à época
- Não informada
- Residência informada
- Argentina207/10/2025
Processo e pena
Número do processo não localizado no acervo.
Pena não informada no acervo.
Medidas na trajetória
- Prisão preventiva
Relatada prisão preventiva no Papuda/Colmeia; Alessandra associada ao Colmeia, com seis meses relatados.1
Medida histórica · 29/05/2025
Efeitos relatados
Pedidos e respostas
Pedido de asilo político na Argentina1
Destinatário não informadoResposta não localizada no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
- Ocupação não localizada no acervo utilizável.
- Idade não localizada no acervo utilizável.
- Número do processo, pena e trânsito em julgado não localizados em decisão primária examinada; menções de condenação são relato familiar.
- Datas exatas de início, saída do Colmeia e deslocamento à Argentina não localizadas.
- Situação e resultado do pedido de asilo na Argentina não localizados; pedido não certifica refúgio reconhecido.
- Situação atual de custódia ou liberdade após outubro de 2025 não localizada.
- Entrevista direta com Alessandra não localizada no acervo utilizável.
Fontes
[Bureaucom] FILHA DE EXILADOS PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA PELA ANISTIA
Ana Maria Cemin · 29/05/2025
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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[Bureaucom] REFUGIADOS ENTREGAM CARTA PARA CONGRESSISTAS
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 16/10/2025
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
[Bureaucom] AGNES EMOCIONA O BRASIL NA LUTA PELA LIBERDADE DOS PAIS
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 22/10/2025
Abrir fonte original ↗
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