Sobre as fontes
A trajetória relatada vem de duas reportagens de Ana Maria Cemin no Bureaucom: a prisão de outubro de 2024 contada com a versão do advogado Geovane Veras, e a lista da ASFAV de novembro de 2023 sobre pareceres favoráveis à soltura; não há entrevista direta com André Luiz Vilela nem decisão judicial examinada, e faltam o número do processo, a íntegra da condenação e documentos sobre os períodos entre as prisões.
Preso de novo ao se apresentar no fórum1
André Luiz Vilela, de 36 anos e morador de Jaciara, Mato Grosso, foi novamente recolhido ao cárcere em 28 de outubro de 2024, uma segunda-feira, por decisão do Supremo Tribunal Federal, antes mesmo do trânsito em julgado da sentença. Ele se apresentou no Fórum de Jaciara e foi preso logo em seguida, em cumprimento a mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes.1
A reportagem informa que Vilela havia sido condenado a 12 anos de prisão. O advogado Geovane Veras considerou a nova prisão arbitrária, justamente porque ainda não havia ocorrido o trânsito em julgado e, na avaliação da defesa, ainda cabia recurso junto ao STF. O defensor afirmou que apresentou sustentação oral gravada ao plenário virtual, mas disse acreditar que os ministros sequer viram ou ouviram a defesa.1
Para contestar a acusação, Veras reconstruiu o 8 de janeiro de 2023 a partir de horários e lugares. Segundo ele, André foi preso às 14 horas daquele dia próximo ao Estádio Mané Garrincha, a 6,1 km de distância da Praça dos Três Poderes, enquanto os atos de vandalismo teriam ocorrido por volta das 16 horas. Na versão do advogado, André não teve participação naqueles atos.1
O advogado afirmou ainda que, nos depoimentos, policiais teriam sido categóricos ao dizer que André não poderia ter participado do vandalismo porque já estava sob custódia da Polícia Militar às 14 horas. Esses depoimentos e horários não foram examinados diretamente no acervo, de modo que o relato permanece como a versão da defesa reproduzida pela reportagem, sem certificação independente dos fatos.1
Outro ponto destacado pela defesa foi a rotina de cumprimento das obrigações impostas. Veras disse que André vinha se apresentando regularmente ao Fórum e não havia quebrado nenhuma cautelar, mesmo assim foi preso antes do trânsito em julgado. Diante disso, anunciou que recorreria da decisão, embora tenha manifestado descrença no resultado.1
Sobre a condenação, a reportagem registra que o STF, por maioria, condenou Vilela por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e associação criminosa armada. Além dos 12 anos de prisão, foi imposta reparação de R$ 30 milhões a título de danos morais coletivos, a ser paga de forma solidária com os demais condenados.1
Antes dessa nova prisão, em novembro de 2023, a Associação dos Familiares dos Presos Políticos de 8 de Janeiro, a ASFAV, incluíra André em uma relação de pessoas com parecer favorável de soltura, com referência a 16 de outubro. A presidente Gabriela Ritter informou que haviam sido enviados ofícios à Câmara dos Deputados sobre pareceres da Procuradoria-Geral da República que, segundo ela, não estavam sendo liberados pelo Supremo para que as pessoas voltassem para casa.2
Esse registro de outubro não prova saída naquele dia nem informa por si só quanto tempo André permaneceu fora do cárcere, e não invalida a prisão posterior relatada em outubro de 2024. O acervo não traz datas de soltura, alvarás, nem a sequência de liberdade entre uma prisão e outra. O destino conhecido termina na nova custódia após a ida ao fórum, com recurso anunciado e sem resposta localizada.21
Situação documentada
Novamente preso em 28 de outubro de 2024 ao se apresentar no Fórum de Jaciara, com condenação de 12 anos informada e recurso anunciado pela defesa.1
A trajetória no tempo
08/01/2023
Primeira prisão relatada pela defesa: detido às 14 horas próximo ao Estádio Mané Garrincha, antes dos atos de vandalismo apontados por volta das 16 horas.1
30/11/2023
ASFAV divulga lista de pessoas com parecer de soltura que inclui André Luiz Vilela, com referência a 16 de outubro; o registro não comprova saída efetiva naquele dia.2
28/10/2024
Nova prisão após apresentação no Fórum de Jaciara, em cumprimento a mandado de prisão, com condenação de 12 anos informada.1
Dados da história
Processo e pena
Número do processo não localizado no acervo.
12 anos de pena; Indenização coletiva de R$ 30.000.000, solidária entre condenados.1
Medidas na trajetória
- Prisão preventiva
Recolhido ao cárcere em 28 de outubro de 2024 por decisão do STF, após apresentação no Fórum de Jaciara.1
Desde 28/10/2024 · Informada na data · 30/10/2024 - Prisão preventiva
Mandado de prisão expedido e cumprido após apresentação no Fórum de Jaciara.1
Desde 28/10/2024 · Determinação registrada · 30/10/2024
Efeitos relatados
- Efeitos não informados no acervo.
Pedidos e respostas
Recurso contra a decisão que determinou a prisão antes do trânsito em julgado1
STF · Pedido em 30/10/2024Resposta não localizada no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
- Ocupação não localizada no acervo vinculado.
- Dados familiares pertinentes não localizados no acervo vinculado.
- Número da ação penal e tribunal de origem individualizados não localizados no acervo vinculado.
- Data do julgamento, regime inicial, dias-multa e trânsito em julgado não localizados no acervo vinculado.
- Datas de soltura, alvarás e períodos de liberdade entre a prisão de janeiro de 2023 e a de outubro de 2024 não localizados.
- Resultado do recurso anunciado contra a prisão de outubro de 2024 não localizado.
- Decisão judicial primária e entrevista direta com a pessoa não examinadas no acervo.
- Situação atual posterior a outubro de 2024 não localizada no acervo.
Fontes
[Bureaucom] AO COMPARECER AO FÓRUM, PATRIOTA É PRESO
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 30/10/2024
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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[Bureaucom] ASFAV QUER PRESOS POLÍTICOS EM CASA ANTES DO NATAL
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 30/11/2023
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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