Sobre as fontes
A vida relatada vem de duas reportagens de Ana Maria Cemin no Bureaucom, com falas de Kimberly reproduzidas pela autora; os atos sobre a prisão e a pena do marido aparecem apenas pela narrativa editorial. Documentos primários, mídias e decisões não foram examinados, e não há outros registros sobre pagamento posterior do auxílio ou transferência.
Sozinha no sustento da casa, entre viagens para visitar o marido1
Kimberly Furtado Lázaro é esposa de Matheus Lima de Carvalho Lázaro, preso em Brasília desde 8 de janeiro de 2023 e condenado a 17 anos. Ela passou a gestação separada dele e ficou nove meses sem vê-lo, até conseguir apresentar o filho no presídio Papuda.2
A primeira visita ocorreu em 2 de outubro de 2023, em dia de comemoração para as crianças no Papuda. Kimberly descreveu alegria e emoção ao levar o filho para conhecer o pai, com abraços e choro, e relatou como momento terrível a despedida após duas horas juntos, ao ver a porta se fechar entre eles.2
Naquele período, o contato com o marido era de uma videochamada por mês, por quinze minutos. Ela dizia que o tempo passava muito rápido e que a distância e o custo impediam visitas de outros familiares.2
Em agosto de 2024, Kimberly trabalhava como caixa de uma loja e sustentava sozinha a casa e o filho. Mesmo após três pedidos, segundo o relato publicado, a família não recebia auxílio-reclusão.1
As viagens do Paraná a Brasília duravam ao menos cinco dias para aproveitar a visita do filho e uma segunda visita em sequência. Ela procurava ir a cada dois meses por causa dos custos, mas esteve em Brasília em 22 de julho e fez esforço para voltar também em agosto, quando a passagem de ida e volta custou R$ 740. Os patrões descontavam os dias não trabalhados em acordo que mantinha seu emprego.1
Em Brasília, ela e o filho eram acolhidos gratuitamente por um casal que oferecia carro, quarto e refeições, apoio que viabilizava as visitas de duas horas no Papuda. Na ida de 19 de agosto de 2024, porém, a visita com o filho foi recusada porque o calendário das visitas infantis havia mudado sem aviso, segundo o relato, e o dia destinado ao filho ficaria para a semana seguinte.1
A expectativa do casal era conseguir a transferência do marido para um presídio no Paraná, para ficar perto da família e tentar trabalho dentro do sistema. Nenhuma transferência efetivada consta do acervo.1
Situação documentada
Esposa de preso, sem prisão própria atribuída; sustentava a casa como caixa, sem auxílio-reclusão pago, e mantinha visitas ao Papuda a partir do Paraná.1
A trajetória no tempo
02/10/2023
Primeira visita ao marido no Papuda, com apresentação do filho, após nove meses sem encontro.2
22/07/2024
Visita a Brasília; diante do choro do marido, fez esforço para voltar também em agosto.1
19/08/2024
Chegada do Paraná a Brasília; visita com o filho recusada por mudança de calendário das visitas infantis.1
23/08/2024
Relato de trabalho como caixa, sustento da casa, três pedidos de auxílio-reclusão sem pagamento e viagens de ao menos cinco dias.1
Dados da história
Processo e pena
Número do processo não localizado no acervo.
Pena não informada no acervo.
Medidas na trajetória
- Medidas não informadas no acervo.
Efeitos relatados
- Trabalho
Única fonte de renda da casa, trabalhando como caixa; ausências para visitas eram descontadas em acordo que mantinha o emprego.1
23/08/2024 - Convivência
Nove meses sem ver o marido durante a gestação; após o reencontro, contato mensal por vídeo de quinze minutos e despedidas após visitas de duas horas.2
19/10/2023 - Convivência
Visita com o filho recusada em agosto de 2024 por divisão do calendário de visitas infantis, com nova data na semana seguinte.1
23/08/2024 - Patrimônio
Custos de deslocamento Paraná-Brasília limitavam visitas a cada dois meses; passagem daquela semana custou R$ 740 e auxílio-reclusão seguia sem pagamento após três pedidos.1
23/08/2024
Pedidos e respostas
Auxílio-reclusão, por três vezes1
Destinatário não informadoSem pagamento até agosto de 2024 · 23/08/2024
Documentos e informações ainda não localizados
- Nenhum processo ou pena próprios de Kimberly localizado no acervo; pena de 17 anos citada é do marido.
- Nenhuma medida restritiva individual contra Kimberly sustentada no acervo.
- Município de residência de Kimberly não identificado no acervo; apenas deslocamento entre Paraná e Brasília.
- Resultado posterior dos três pedidos de auxílio-reclusão não localizado no acervo.
- Efetivação da transferência do marido para o Paraná não comprovada no acervo; registrada apenas como expectativa.
Fontes
[Bureaucom] 8 DE JANEIRO IMPÕE SACRIFÍCIOS À ESPOSA
Ana Maria Cemin · Bureaucom · Data não informada
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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[Bureaucom] Bebê Arthur conhece pai patriota no Papuda
Ana Maria Cemin · Bureaucom · Data não informada
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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