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UMA HISTÓRIA DO ACERVO

João José Cardoso

Pastor de 67 anos, João José Cardoso saiu da Papuda com 28 quilos a menos e tornozeleira. Após condenação a 17 anos, cortou o equipamento em maio de 2024 e vivia sem trabalho na Argentina.1

Informação publicada em 16/05/2025 · 1 documentos

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Sobre as fontes

A trajetória vem de uma única reportagem de Ana Maria Cemin publicada em maio de 2025, com entrevista direta com João José Cardoso; o registro do Inquérito 4922 e a lista de condenados aparecem no acervo apenas como menções nominais a revisar e não foram usados para identificá-lo. Não há decisão judicial examinada nem notícias posteriores.

Aos 67 anos, do Planalto à margem na Argentina1

João José Cardoso é apresentado como pastor evangélico de 67 anos, há 46 anos em Foz do Iguaçu, no Paraná. Em maio de 2025, ele é descrito vivendo à margem da sociedade argentina, sem trabalhar, em local miserável, após ter sido condenado a 17 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.1

Ele conta que entrou no Palácio do Planalto por volta das 4 horas da tarde de 8 de janeiro de 2023 para se abrigar, com as portas abertas, e que ao entrar já encontrou o prédio quebrado. Essa motivação de abrigo e a alegação de que quem entrou como ele buscava apenas preservar a vida são o seu relato; o acervo não certifica a motivação nem a ausência de participação em delitos.1

No mesmo 8 de janeiro, ele foi preso dentro do Palácio do Planalto e levado ao Presídio da Papuda, onde ficou sete meses. Saiu em 9 de agosto de 2023 com 28 quilos a menos, fragilizado, passando a usar tornozeleira e ser monitorado 24 horas por dia, e a ser visto por muitos como se fosse um grande criminoso.1

Meses depois, com a condenação a 17 anos, ele decidiu cortar a tornozeleira eletrônica e sair do Brasil em 24 de maio de 2024. Desde então, evita se expor e ir a estabelecimentos públicos por estar entre manifestantes listados para extradição, diz não poder renovar o documento migratório e afirma precisar estar forte para dar força a outros exilados angustiados, com saudade da vida e dos familiares.1

Situação documentada

Descrito vivendo na Argentina, sem trabalhar, evitando exposição por receio de extradição e sem documento migratório renovado.1

Deslocamento relatado
No exterior

Presença no exterior relatada na fonte; a qualificação não comprova asilo ou refúgio formal.1

Informação publicada em 16/05/2025

A trajetória no tempo

08/01/2023

Entrada relatada no Palácio do Planalto para abrigo e prisão no local, com remoção para a Papuda.1

09/08/2023

Saída da Papuda após sete meses, com 28 quilos a menos, passando a usar tornozeleira com monitoramento de 24 horas.1

03/2024

Condenação a 17 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal relatada como ocorrida em março do ano anterior à publicação de maio de 2025.1

24/05/2024

Corte da tornozeleira eletrônica e saída do Brasil.1

16/05/2025

Publicação que o descreve vivendo à margem na Argentina, sem trabalhar, evitando exposição e com saudade dos familiares.1

Dados da história

Formação
pastor evangélico1
Idade à época
67 anos · 16/05/20251
Residência informada
Foz do Iguaçu · PR116/05/2025
Residência informada
Argentina116/05/2025
Local de custódia
Brasil · DF109/08/2023
Processo e pena

Número do processo não localizado no acervo.

17 anos de pena.1

Medidas na trajetória
  • Prisão preventiva

    Prisão no Palácio do Planalto em 8.01.2023 e permanência de sete meses na Papuda, com saída em 9.08.2023.1

    Desde 08/01/2023 · Até 09/08/2023 · Medida histórica · 16/05/2025
  • Tornozeleira eletrônica

    Uso de tornozeleira com monitoramento de 24 horas após saída da Papuda, até o corte em 24.05.24.1

    Até 24/05/2024 · Medida histórica · 16/05/2025
Efeitos relatados
  • Saúde

    Saída da Papuda com 28 quilos a menos, descrito como frágil.1

    09/08/2023
  • Trabalho

    Vivendo sem trabalhar na Argentina.1

    16/05/2025
  • Convivência

    Evita exposição e estabelecimentos públicos, relata saudade da vida e dos familiares e busca apoiar outros exilados angustiados.1

    16/05/2025
  • Patrimônio

    Local de moradia na Argentina descrito como miserável.1

    16/05/2025
Pedidos e respostas
  • Pedidos efetivamente apresentados não localizados no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
  • Composição familiar não localizada no acervo, além de menção genérica a saudade dos familiares.
  • Número do processo e ação penal não identificados em fonte vinculada; registros do Inq 4922 constam apenas como menção nominal a revisar.
  • Regime, multa, indenização, trânsito em julgado e data exata do julgamento não localizados no acervo.
  • Ordem ou mandado de prisão posterior à condenação não examinados; execução física não comprovada no acervo.
  • Entrevista direta com a pessoa presente na reportagem; decisão judicial primária não examinada.
  • Notícias posteriores a maio de 2025 que confirmem a situação atual não localizadas no acervo.

Fontes

  1. [Bureaucom] EXILADO DE 67 ANOS VIVE NA MISÉRIA NA ARGENTINA

    Ana Maria Cemin · 16/05/2025

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    Documento preservado parcialmente.

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