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UMA HISTÓRIA DO ACERVO

Diego Eduardo de Assis Medina

Após sete meses preso, Diego saiu em agosto de 2023, trabalhou numa escola e viveu nas ruas desde novembro. Com tornozeleira, buscou o Centro POP e iniciou acolhimento voluntário em março de 2024.1

Situação conhecida em 21/03/2024 · 1 documentos

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Sobre as fontes

A trajetória vem de uma reportagem de Ana Maria Cemin no Bureaucom com entrevista direta com Diego Eduardo de Assis Medina em 21 de março de 2024, que reproduz falas dele sobre prisão, trabalho, rua e saúde; os atos processuais vêm apenas do relato dessa reportagem, sem decisão judicial examinada no acervo.

Da saída da prisão às ruas de Campo Grande1

Diego Eduardo de Assis Medina, 36 anos, solteiro e sem filhos, morador de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, apresentou-se como caseiro há mais de dez anos, acostumado a tirar leite, tratar de animais e escrever versos caipiras.1

Ele contou que chegou a Brasília na noite de 7 de janeiro de 2023, foi ao acampamento e desceu com a multidão até a Praça dos Três Poderes no dia seguinte, onde diz ter socorrido um idoso que passava mal até ser preso por um policial por volta das 16h30.1

Depois de passar pela Polícia Legislativa Federal, pela Polícia Civil e pelo Presídio Papuda, ficou sete meses preso em Brasília e saiu em 9 de agosto de 2023 para morar no apartamento da mãe em Campo Grande.1

Quinze dias depois, em 24 de agosto, começou a trabalhar em serviços gerais numa escola, com autorização para ir ao Fórum às segundas-feiras assinar, mas relatou depressão crescente, disse que surtou e fugiu da família e dos amigos.1

Desde 12 de novembro de 2023, passou a dormir ao relento em praças de Campo Grande, a primeira noite num cemitério, e disse ter se tornado um alcoólatra de rua, com passagens anteriores pelo Centro de Atenção Psicossocial por no máximo 15 dias.1

Usava tornozeleira eletrônica desde o retorno, com obrigação de assinar no Fórum às segundas-feiras e ficar recolhido em casa nos fins de semana, e dizia temer contrariar o Supremo Tribunal Federal e ser recolhido ao presídio.1

Em 20 de fevereiro foi concluído o julgamento dele pelo Supremo, com condenação relatada de 16 anos e meio de prisão, ainda sem trânsito em julgado; a pena relatada não é tempo já cumprido.1

Em 21 de março de 2024, poucas horas antes de uma internação voluntária para desintoxicar, disse que estava cansado de viver assim e que entrou em depressão profunda; na noite do mesmo dia dormiu no Centro Terapêutico Libertar, após pedir ajuda no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, que frequentava há meses.1

Ele relatou ter sido agredido por policiais na prisão, com um pisão nas costas e um pontapé, e ter ouvido ameaças de presos comuns na Polícia Civil, mas distinguiu: não houve agressão física pelos demais presos.1

Situação documentada

Com tornozeleira e cautelares, em situação de rua desde novembro de 2023 e em acolhimento voluntário em centro terapêutico na noite de 21 de março de 2024; condenado relatado a 16 anos e meio, sem trânsito em julgado.1

A trajetória no tempo

09/08/2023

Saída após sete meses preso em Brasília e ida para o apartamento da mãe em Campo Grande.1

24/08/2023

Início do trabalho em serviços gerais numa escola em Campo Grande.1

12/11/2023

Afastamento da família e início da vida nas ruas, dormindo ao relento.1

20/02/2024

Conclusão relatada do julgamento pelo Supremo, com condenação a 16 anos e meio, sem trânsito em julgado.1

21/03/2024

Entrevista, pedido de ajuda no Centro POP e início de internação voluntária no Centro Terapêutico Libertar.1

Dados da história

Formação
caseiro; serviços gerais em escola1
Idade à época
36 anos · 22/03/20241
Residência informada
Campo Grande · MS122/03/2024
Processo e pena

Número do processo não localizado no acervo.

16.5 anos de pena.1

Fim do julgamento: 20/02/2024.

Medidas na trajetória
  • Prisão preventiva

    Sete meses preso em Brasília, com saída em 9 de agosto de 2023.1

    Até 09/08/2023 · Medida histórica · 22/03/2024
  • Tornozeleira eletrônica

    Uso de tornozeleira eletrônica desde o retorno a Campo Grande.1

    Informada na data · 21/03/2024
  • Deslocamentos restritos

    Obrigação de assinar no Fórum às segundas-feiras e recolhimento em casa nos fins de semana.1

    Informada na data · 21/03/2024
Efeitos relatados
  • Saúde

    Relatou depressão profunda após a prisão e o retorno.1

    21/03/2024
  • Saúde

    Disse ter se tornado alcoólatra de rua e buscou internação voluntária para desintoxicar.1

    21/03/2024
  • Trabalho

    Começou em serviços gerais numa escola em agosto de 2023 e depois se afastou e foi para as ruas.1

    21/03/2024
  • Convivência

    Vivia dormindo ao relento desde novembro de 2023, após se afastar da família.1

    21/03/2024
  • Agressão relatada

    Alegou agressão por policiais na prisão, com pisão e pontapé.1

    21/03/2024
Pedidos e respostas
  • Pedido de ajuda ao Centro POP e encaminhamento a acolhimento1

    CENTRO POP · Pedido em 21/03/2024

    Acolhimento voluntário no Centro Terapêutico Libertar na noite da entrevista · 21/03/2024

Documentos e informações ainda não localizados
  • Número da ação penal e íntegra da sentença não localizados no acervo utilizável; apenas relato de condenação.
  • Datas de início e fim das cautelares e do monitoramento não localizadas além dos marcos relatados.
  • Situação posterior a 21 de março de 2024 não verificada no acervo.
  • Multa, indenização coletiva e trânsito em julgado não localizados em fonte utilizável para esta pessoa.

Fontes

  1. [Bureaucom] PATRIOTA CONDENADO PELO STF MORA NA RUA

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · Data não informada

    Documento preservado parcialmente.

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