Sobre as fontes
A história vem de uma reportagem preservada de 14 de junho de 2024, com relatos da advogada Silvana Rodrigues e da irmã Dirléia Barbosa Lopes e trechos reproduzidos de manifestação da defesa e do Ministério Público de São Paulo; não há entrevista direta com Deivison nem decisão judicial examinada, e os autos citados não foram conferidos.
Preso e sem paradeiro informado à defesa1
Deivison Barbosa Lopes, de 41 anos, morador de Praia Grande, São Paulo, foi colocado em uma viatura da Polícia Federal na manhã de 6 de junho de 2024, perto das 9 horas. A reportagem atribui a prisão a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e descreve o trajeto de Praia Grande para Santos e depois para a Delegacia de Polícia da Lapa, na capital paulista.1
A reportagem informa que, em 1º de março, Deivison havia sido condenado a 17 anos de prisão, apresentando como contexto de sua versão que ele teria se abrigado em um dos prédios da República durante confronto na Praça dos Três Poderes. A pena, seus fundamentos e a regularidade da ordem de prisão permanecem atribuídos apenas à reportagem e à defesa, sem exame dos autos.1
A advogada Silvana Rodrigues chegou à delegacia às 13 horas do dia 6 de junho para acompanhar a audiência de custódia e foi orientada a aguardar até as 16 horas em sala da OAB. Às 16 horas, segundo seu relato, foi informada de que a audiência já havia ocorrido sem sua presença e de que o cliente havia sido transferido, para depois ser informada de que ele estava no 7º andar do prédio.1
Silvana relata que conversou com Deivison na frente de outras pessoas, por falta de local reservado, e que registrou na audiência de custódia daquela tarde as violações de prerrogativas. Ela também afirma que Deivison tinha recursos a julgar, que não teria sido dada justificativa para a prisão e que soube na Polícia Federal que mais de 200 mandados haviam sido expedidos na noite anterior.1
Ao final da audiência, a advogada perguntou para qual presídio ele seria levado e, até 14 de junho, ainda não havia obtido resposta, apesar de diligências na Polícia Federal e de acionamentos do Ministério Público, do juiz e da presidência da OAB. Em manifestação reproduzida, a defesa informou que o réu foi preso em 06/06/2024 e que aguardava saber para que presídio ele foi transferido após a audiência de custódia.1
A falta de informação mobilizou a família. A irmã Dirléia Barbosa Lopes, de 45 anos, disse que a mãe Dalila, de 75 anos, estava aflita com a falta de notícias sobre o paradeiro do filho e planejou viajar de Minas Gerais para São Paulo em 17 de junho para, com a advogada, percorrer presídios ao redor da Lapa, indicados como Pinheiros I, II e III. No mesmo texto, o Ministério Público de São Paulo, em 13 de junho de 2024, requereu a realização das pesquisas de praxe para averiguar onde o réu se encontrava custodiado, providência ainda sem resultado registrado no acervo.1
Situação documentada
Preso desde 6 de junho de 2024, com presídio de destino ainda desconhecido para a defesa em 14 de junho de 2024.1
A trajetória no tempo
03/2024
Condenação a 17 anos de prisão relatada pela reportagem.1
06/06/2024
Prisão em Praia Grande e condução para Santos e Delegacia da Lapa, com audiência de custódia no mesmo dia.1
13/06/2024
Ministério Público de São Paulo requer pesquisas para averiguar onde o réu se encontra custodiado.1
14/06/2024
Defesa ainda sem informação sobre o presídio de destino.1
Dados da história
- Formação
- Não informada
- Idade à época
- 41 anos · 14/06/20241
- Residência informada
- Praia Grande · SP114/06/2024
Processo e pena
Número do processo não localizado no acervo.
Pena não informada no acervo.
Medidas na trajetória
- Prisão preventiva
Prisão em 06/06/2024, com condução para Santos e Delegacia da Lapa; execução e regime não detalhados.1
Desde 06/06/2024 · Informada na data · 14/06/2024
Efeitos relatados
- Convivência
Mãe aflita com a falta de informação sobre o paradeiro; irmã organiza viagem para procurar notícias com a defesa.1
14/06/2024
Pedidos e respostas
Informar a prisão e aguardar informação sobre o presídio de destino após audiência de custódia1
Juízo · Pedido em 14/06/2024Resposta não localizada no acervo.
Realização de pesquisas para averiguar o local onde o réu se encontra custodiado1
Juízo (Praia Grande) · Pedido em 13/06/2024Resposta não localizada no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
- Ocupação não localizada no acervo.
- Número da ação penal e inteiro teor da condenação não localizados no acervo; pena de 17 anos apenas relatada.
- Presídio de destino após audiência de custódia permanece desconhecido em 14/06/2024.
- Resultado das pesquisas requeridas pelo MP e da informação aguardada pela defesa não localizado.
- Sem entrevista direta com a pessoa no acervo.
Fontes
[Bureaucom] PARA ONDE A PF LEVOU O PRESO POLÍTICO DEIVISON?
Ana Maria Cemin · Data não informada
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