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UMA HISTÓRIA DO ACERVO

Edemilson da Cruz

Preso no QG em 9 de janeiro de 2023 e aditado após exame de DNA, Edemilson teve os crimes graves afastados e pena restritiva indicada, ainda sem sentença final e trânsito em julgado em maio de 2026.12

Situação conhecida em 15/05/2026 · 4 documentos

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Sobre as fontes

A trajetória vem de três reportagens de Ana Maria Cemin no Bureaucom, com falas da defesa de Taniéli Telles e do Instituto Gritos de Liberdade; os atos processuais e o exame genético são apenas relatados, sem entrevista direta com Edemilson e sem decisão judicial, autos ou laudo examinados.

Uma defesa difícil, um DNA contestado e um julgamento sem fim12

Edemilson da Cruz, ajudante de pedreiro descrito pela defesa como pessoa humilde e sem domínio da leitura, foi preso no acampamento em frente ao Quartel de Brasília em 9 de janeiro de 2023. Morador de Balneário Piçarras, em Santa Catarina, ele teria, pela regra inicial, respondido por dois crimes sem prisão, mas o caso mudou de patamar meses depois.1

Em 11 de setembro de 2023, a Procuradoria-Geral da República pediu o aditamento da denúncia, acrescentando três crimes graves, e ele passou a responder por cinco crimes. Em novembro de 2024, já aparecia entre cinco assistidos de Taniéli Telles com casos aditados, com risco de pena longa noticiado como de 12 a 17 anos. A reviravolta foi associada a uma amostra de DNA coletada no Senado após o 8 de janeiro, comparada com perfis de presos dos dias 8 e 9 de janeiro; o cruzamento, segundo a reportagem, indicou que o material pertenceria a Cruz.13

Defender Edemilson foi, na versão da defensora, um esforço marcado pela dificuldade de comunicação, sempre por áudio, e pela assinatura de uma nota de culpa sem compreensão do conteúdo. Taniéli Telles relatou que ele assinou sem saber ler o que assinava, quadro que a defesa apresentou como sinal de vulnerabilidade diante do processo.1

Levado ao Plenário do Supremo em sessão virtual entre 21 de novembro e 1º de dezembro de 2025, Edemilson foi absolvido dos crimes mais graves, na versão noticiada em janeiro de 2026, porque o relator Alexandre de Moraes teria considerado a prova insuficiente para os cinco crimes. A reportagem descreveu como resultado uma pena restritiva de direitos, com 225 horas de serviços comunitários, curso sobre democracia, proibição de se ausentar da comarca até a extinção e restrição às redes sociais.1

Esse desfecho, porém, não estava encerrado. Em 7 de maio de 2026, nova reportagem incluiu Edemilson da Cruz, da AP 1971, entre 20 processos com continuidade após pedido de vista de Luiz Fux, mantida a tendência de absolvição dos crimes graves e manutenção da associação criminosa pela maioria. O texto condicionou cumprimento da restrição de direitos, trabalhos comunitários e curso, além da retirada de tornozeleiras, à saída da sentença final e ao trânsito em julgado, sem antecipar resultado definitivo.2

Situação documentada

Incluído nominalmente no lote de 20 julgamentos previsto de 08 a 15/05/2026, cujo encerramento foi relatado em 15/05; resultado individual, sentença, trânsito, execução e custódia não especificados.24

Situação processual
Julgamento relatado, resultado não informado

Incluído nominalmente no lote de 20 julgamentos previsto de 08 a 15/05/2026, cujo encerramento foi relatado em 15/05; resultado individual, sentença, trânsito, execução e custódia não especificados.24

Situação conhecida em 15/05/2026 · Informação publicada em 15/05/2026

A trajetória no tempo

09/01/2023

Prisão relatada no acampamento em frente ao Quartel de Brasília.1

11/09/2023

Pedido da PGR relatado para aditar a denúncia com três crimes graves, passando o caso a cinco crimes.1

07/11/2024

Mencionado entre cinco assistidos de Taniéli Telles com casos de aditamento.3

01/12/2025

Fim relatado da sessão virtual no Plenário do STF com absolvição dos crimes graves e indicação de pena restritiva.1

07/05/2026

AP 1971 incluída na retomada de julgamentos interrompidos por vista, com cumprimento e encerramento condicionados a sentença final e trânsito em julgado.2

Dados da história

Formação
ajudante de pedreiro1
Idade à época
45 anos · 20/01/20261
Residência informada
Balneário Piçarras · SC120/01/2026
Processo e pena

AP 1971 · STF2

Pena não informada no acervo.

Medidas na trajetória
  • Medidas não informadas no acervo.
Efeitos relatados
  • Efeitos não informados no acervo.
Pedidos e respostas
  • Pedidos efetivamente apresentados não localizados no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
  • Pena restritiva noticiada, mas sentença final e trânsito em julgado pendentes em maio de 2026; sem decisão primária examinada.
  • Custódia atual e uso individual de tornozeleira não confirmados no acervo.
  • Autos, laudos de DNA e de celular e decisão judicial não examinados; apenas reportagens e falas da defesa.
  • Sem entrevista direta com Edemilson da Cruz no acervo.

Fontes

  1. [Bureaucom] DEFESA CONSEGUE REVERTER PENA DO 8 DE JANEIRO

    Ana Maria Cemin · 20/01/2026

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    Documento preservado parcialmente.

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  2. [Bureaucom] STF retoma julgamentos suspensos por Fux

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · 07/05/2026

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  3. [Bureaucom] 08/01: CASOS DE MUDANÇA DE INQUÉRITO CRESCEM A CADA DIA

    Ana Maria Cemin · 07/11/2024

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    Documento preservado parcialmente.

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  4. [Bureaucom] STF JULGA 60 RÉUS DO 8 DE JANEIRO

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · 15/05/2026

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