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UMA HISTÓRIA DO ACERVO

Daego da Costa Santos de Souza

Açougueiro de Guaratinguetá, Daego voltou do cárcere de Brasília com tornozeleira e passou a viver de jardinagem. Depois do risco de prisão por pensão em 2024, teve voto por 14 anos noticiado em junho de 2025.12

Situação conhecida em 11/06/2025 · 3 documentos

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Daego da Costa Santos de Souza

Sobre as fontes

A vida e as dificuldades relatadas vêm de reportagem de Ana Maria Cemin com relato direto da esposa Danielle; os atos de julgamento vêm das mesmas reportagens, sem decisão judicial examinada. Não há entrevista direta com Daego nem autos, pena final ou desfecho posterior examinados.

De volta com tornozeleira, entre bicos e um voto por 14 anos12

Daego da Costa Santos de Souza, açougueiro de Guaratinguetá, tinha 36 anos quando sua situação foi relatada em fevereiro de 2024. Ele havia sido demitido em 2022, o que facilitou sua ida às manifestações em Brasília no início de 2023.1

Ele foi preso em 9 de janeiro quando voltava para sua cidade no ônibus da excursão, durante abastecimento a 5,8 km do QG de Brasília, e esteve entre as pessoas levadas para Colmeia e Papuda. A esposa contou que ele voltou para casa após a prisão na capital federal usando tornozeleira eletrônica, com restrições de horários e obrigação de ir ao Fórum toda segunda-feira.1

Para sobreviver, passou a trabalhar com jardinagem, mas a renda era pouca e ele não podia trabalhar aos fins de semana, por cautelar da liberdade provisória. A esposa, dona de casa que vendia peças de crochê, descreveu uma renda familiar insuficiente.1

Naquele fevereiro, Daego estava em dívida com a pensão da única filha, então com 16 anos, no valor exigido de R$ 3.370,02. O casal pedia ajuda para completar o valor para que ele não voltasse ao presídio, e até 11 de fevereiro havia reunido R$ 1.880,00 com amigos, parentes e apoiadores. A execução dessa ameaça de prisão não foi noticiada no acervo.1

Em junho de 2025, Daego passou a figurar entre os acusados pelo Ministério Público de cinco crimes julgados pelo Plenário do Supremo, com penas então descritas em geral entre 14 e 17 anos em regime fechado. Em 11 de junho, a reportagem informou que seu julgamento virtual estava em curso naquela semana e que o voto de Moraes definia 14 anos de prisão para ele, ainda dependente da conclusão colegiada. Não há no acervo pena final, trânsito ou custódia cumprida.32

Situação documentada

Voto do relator por pena de prisão relatado durante julgamento virtual de 6 a 13/06/2025; resultado colegiado e execução não informados.2

Situação processual
Voto condenatório relatado

Voto do relator por pena de prisão relatado durante julgamento virtual de 6 a 13/06/2025; resultado colegiado e execução não informados.2

Situação conhecida em 11/06/2025 · Informação publicada em 11/06/2025

A trajetória no tempo

2022

Demissão do trabalho como açougueiro, antes da ida a Brasília.1

09/01/2023

Preso ao voltar no ônibus da excursão, levado a Colmeia e Papuda.1

11/02/2024

Relatado em casa com tornozeleira, trabalho de jardinagem com renda pouca e dívida de pensão de R$ 3.370,02, com R$ 1.880,00 reunidos.1

03/06/2025

Início noticiado do julgamento pelo Plenário por cinco crimes.3

11/06/2025

Julgamento virtual em curso; voto de Moraes noticiado por 14 anos de prisão.2

Dados da história

Formação
açougueiro1
Idade à época
36 anos · 11/02/20241
Residência informada
Guaratinguetá · SP111/02/2024
Processo e pena

Número do processo não localizado no acervo.

Pena não informada no acervo.

Medidas na trajetória
  • Tornozeleira eletrônica

    Volta para casa usando tornozeleira eletrônica, com restrições de horários.1

    Informada na data · 11/02/2024
  • Restrição ao trabalho

    Proibição de trabalhar aos fins de semana como cautelar da liberdade provisória.1

    Informada na data · 11/02/2024
  • Deslocamentos restritos

    Obrigação de comparecer ao Fórum todas as segundas-feiras, com restrições de horários.1

    Informada na data · 11/02/2024
Efeitos relatados
  • Trabalho

    Demitido em 2022 antes da prisão; depois passou a jardinagem com renda pouca e sem poder trabalhar aos fins de semana por cautelar.1

    11/02/2024
  • Patrimônio

    Dívida de pensão exigida de R$ 3.370,02, com R$ 1.880,00 reunidos com ajuda, sob risco de volta ao presídio.1

    11/02/2024
Pedidos e respostas
  • Pedidos efetivamente apresentados não localizados no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
  • Número do processo, crimes imputados em detalhe e pena final não localizados; só há julgamento e voto noticiados.
  • Tempo de cárcere anterior e execução de eventual nova prisão por pensão não comprovados no acervo.
  • Datas de início e fim da tornozeleira e das cautelares não localizadas.
  • Entrevista direta com Daego e decisão judicial primária não examinadas.

Fontes

  1. [Bureaucom] TORNOZELADO PODE SER PRESO NA 4ª FEIRA POR NÃO PAGAR PENSÃO

    Ana Maria Cemin · 11/02/2024

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    Documento preservado parcialmente.

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  2. SEXTA-FEIRA 13 – MAIS 10 PATRIOTAS RUMO AO CÁRCERE

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · 11/06/2025

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  3. [Bureaucom] 58 PATRIOTAS SERÃO JULGADOS A PARTIR DE 6ª FEIRA

    Ana Maria Cemin · 03/06/2025

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    Documento preservado parcialmente.

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