Sobre as fontes
A trajetória foi reconstruída a partir de três reportagens de Ana Maria Cemin no Bureaucom, com falas da advogada Taniéli Telles de Camargo Padoan e relatos sobre saúde, prisão e julgamento; não há entrevista direta com Lucimário nem decisão judicial ou documento clínico original examinado no acervo.
Quase cego no presídio, conseguiu a domiciliar para tratar a visão12
Lucimário Benedito de Camargo Gouveia, morador de Rio Verde, em Goiás, foi preso preventivamente em 3 de fevereiro de 2023 e levado para o presídio da cidade. A prisão ocorreu em sua residência, durante diligências da Polícia Federal em casa e no local de trabalho. Segundo a advogada, nada de origem duvidosa foi apreendido, e a prisão foi pedida por sua presença em Brasília em 8 de janeiro, onde teria gravado vídeo no interior do Palácio do Planalto.1
Casado há 20 anos com Maria Aparecida, pai de dois filhos então com 10 e 12 anos, Lucimário era descrito pela defesa como o único provedor do lar, responsável pela subsistência da família. A defesa afirmava não existir registro de que ele tivesse participado de vandalismo ou destruição, apenas de que mostrava e fazia menção à invasão no vídeo.1
Em julho de 2024, a reportagem descreveu um quadro grave de saúde: aumento de colesterol e cataratas, com perda da visão do olho esquerdo e visão do olho direito reduzida a borrões. Faltavam exames urgentes como ultrassonografia dos olhos, retinografia, mapeamento de retina e tomografia de coerência óptica. A advogada atribuía a demora à morosidade do atendimento pelo SUS dentro do sistema carcerário e indicava necessidade de atendimento por especialistas e possível cirurgia.1
Em 30 de julho de 2024, a advogada entrou com pedido de revogação da prisão no Supremo Tribunal Federal e requereu prisão domiciliar humanitária para tratamento. Em 8 de agosto, foi noticiada a substituição da preventiva por domiciliar, a ser cumprida no endereço residencial em Rio Verde, com tornozeleira eletrônica, proibição de usar redes sociais abertas e de se envolver com pessoas ligadas ao processo. A defesa celebrou a chance de tratamento e de proximidade com a esposa e os filhos; a saída efetiva e a recuperação da visão não foram demonstradas nas fontes.12
Em maio de 2025, Lucimário, identificado como réu da AP 2449 por ter entrado no Palácio do Planalto na tarde de 8 de janeiro, estava entre quatro manifestantes cujo julgamento pela 1ª Turma do Supremo teria terminado em 23 de maio. O julgamento foi temporariamente adiado por pedido de vista do ministro Luiz Fux, após voto do ministro Alexandre de Moraes por 14 anos de prisão. A suspensão não equivale a condenação final, e o acervo não traz notícias posteriores sobre pena, execução ou situação atual.3
Situação documentada
Julgamento da AP 2449 temporariamente adiado por pedido de vista, após voto relatado por 14 anos; sem condenação final demonstrada.3
A trajetória no tempo
03/02/2023
Prisão preventiva em Rio Verde, segundo reportagem.1
30/07/2024
Defesa pede revogação da prisão e prisão domiciliar humanitária para tratamento oftalmológico.12
08/08/2024
Noticiada substituição da preventiva por prisão domiciliar, com tornozeleira e restrições.2
23/05/2025
Julgamento da AP 2449 na 1ª Turma do STF temporariamente adiado por pedido de vista, após voto relatado por 14 anos.3
Dados da história
- Formação
- Não informada
- Idade à época
- 59 anos · 23/05/20253
- Residência informada
- Rio Verde · GO323/05/2025
- Local de custódia
- Rio Verde · GO131/07/2024
Medidas na trajetória
- Prisão preventiva
Prisão preventiva em Rio Verde desde 03/02/2023, depois substituída por domiciliar.1
Desde 03/02/2023 · Até 08/08/2024 · Medida histórica · 31/07/2024 - Prisão domiciliar
Preventiva substituída por prisão domiciliar em endereço residencial em Rio Verde.2
Desde 08/08/2024 · Determinação registrada · 08/08/2024 - Tornozeleira eletrônica
Uso de tornozeleira eletrônica na domiciliar.2
Desde 08/08/2024 · Determinação registrada · 08/08/2024 - Restrição de redes sociais
Proibição de usar redes sociais abertas.2
Desde 08/08/2024 · Determinação registrada · 08/08/2024
Efeitos relatados
Pedidos e respostas
Documentos e informações ainda não localizados
- Ocupação não localizada no acervo.
- Pena, multa e indenização não localizadas; julgamento suspenso por vista, sem condenação final demonstrada.
- Saída efetiva do presídio para a domiciliar e recuperação visual não demonstradas no acervo.
- Entrevista direta com a pessoa não localizada no acervo.
- Decisão judicial primária e documentos clínicos originais não examinados no acervo.
Fontes
[Bureaucom] PATRIOTA PERDE VISÃO NO CÁRCERE
Ana Maria Cemin · 31/07/2024
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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[Bureaucom] STF CONCEDE DOMICILIAR A PRESO QUASE CEGO
Ana Maria Cemin · 08/08/2024
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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[Bureaucom] FUX SUSPENDE OS JULGAMENTOS DE 4 PATRIOTAS
Ana Maria Cemin · 23/05/2025
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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