Sobre as fontes
A história vem de uma única reportagem de Ana Maria Cemin no Bureaucom, publicada em março de 2026, que combina narrativa editorial e longo relato em primeira pessoa de Rosinéia; os atos do STF, o ANPP e a execução das condições são apenas referidos no relato, sem decisão judicial, processo identificado ou entrevista independente examinados no acervo.
58 dias na Colmeia e a vida presa à tornozeleira1
Rosinéia da Silva Amaral, 41 anos, conta que foi presa em Brasília no dia 9 de janeiro de 2023. Levada do acampamento em frente ao quartel para o ginásio da Polícia Federal, ficou depois com centenas de mulheres no Presídio Colmeia por 58 dias que, diz ela, pareciam não ter fim.1
No cárcere, relata ansiedade tão grande que desmaiava, muitas vezes na hora do confere, e diz que uma companheira tentava ajudar com água sem permissão das agentes. Descreve comida azeda, com cacos de vidro ou larvas, fruta quase sempre estragada e um vermífugo oferecido com validade vencendo no dia seguinte, que ela afirma ter recusado com outras presas.1
Sobre visitas, seu depoimento mistura a própria experiência — sem visita presencial, apenas videoconferência condicionada à vacinação — com a possibilidade restrita para familiares locais, sem permitir uma regra geral. Entre as presas, diz ela, uma tentava apoiar a outra para segurar emocionalmente o que dava.1
Ao sair em liberdade provisória com monitor, só viu a filha por minutos na rodoviária por causa do prazo para se apresentar no fórum. A sogra então cuidou da menina e a colocou em escola em Tangará. Sem ter onde colocar a mudança, Rosinéia conta que vendeu o que pôde, mandou o resto para casa de uma tia e foi morar no quarto da sogra, recomeçando do zero com um guarda-roupa emprestado.1
Com tornozeleira e apresentação semanal no fórum, precisou de autorizações para mudar de cidade. Ficou três meses em Brasnorte até conseguir voltar a Tangará e, depois, transferir-se com a filha para Juara, onde diz ter sido recebida com respeito. A espera por liberação também a separou do marido, chamado a trabalhar em Juara e depois em Juína. A atividade com gado, afirma, já estava difícil antes de tudo e piorou depois.1
Foi em agosto de 2023, ainda de tornozeleira, que se casou em Tangará da Serra com véu com a bandeira do Brasil e vestido com fenda para mostrar o aparelho. Diante da proposta de ANPP pelos crimes de incitação e organização criminosa, diz que resistiu afirmando nada dever, mas aceitou por medo de voltar à prisão e ser separada de novo da filha menor, embora mantenha que não se considera culpada.1
Em março de 2026, a reportagem a descreve cumprindo o ANPP, com horas de serviço comunitário em casa de recreação de idosos e multa parcelada, além de aulas aceitas. No mesmo período, relata acumular gravidez, cuidado da filha, casa e serviço comunitário enquanto o marido, com válvula no coração e depois pedra no rim, foi internado e precisou de cirurgia custeada por arrecadação solidária. Conta que foi bem atendida no hospital municipal no parto normal.1
Situação documentada
Em 12/03/2026, foi descrita como cumprindo ANPP, com serviço comunitário realizado e multa parcelada; extinção do acordo não comprovada.1
- Situação processual
- Cumprimento de ANPP relatado
Em 12/03/2026, foi descrita como cumprindo ANPP, com serviço comunitário realizado e multa parcelada; extinção do acordo não comprovada.1
Situação conhecida em 12/03/2026 · Informação publicada em 12/03/2026
A trajetória no tempo
09/01/2023
Prisão relatada em Brasília, com encaminhamento ao ginásio da Polícia Federal e depois ao Presídio Colmeia.1
08/2023
Casamento em Tangará da Serra ainda com tornozeleira eletrônica.1
12/03/2026
Reportagem descreve cumprimento do ANPP, com serviço comunitário realizado e multa parcelada.1
Dados da história
- Formação
- Não informada
- Idade à época
- 41 anos · 12/03/20261
Processo e pena
Número do processo não localizado no acervo.
Pena não informada no acervo.
Medidas na trajetória
- Tornozeleira eletrônica
Uso de tornozeleira eletrônica após saída do presídio, ainda em uso no casamento em agosto de 2023.1
Medida histórica · 08/2023
Efeitos relatados
- Saúde
Ansiedade e desmaios relatados durante os 58 dias na Colmeia.1
12/03/2026 - Convivência
Separação da filha após a saída e posterior separação temporária do marido enquanto aguardava autorizações para mudar de cidade.1
12/03/2026 - Patrimônio
Venda de pertences para mudar-se e dificuldades na atividade com gado, já difíceis antes da prisão e agravadas depois.1
12/03/2026
Pedidos e respostas
Autorização para mudar de cidade e acompanhar a família1
STFAutorizações posteriormente obtidas para Tangará e Juara
Documentos e informações ainda não localizados
- Ocupação não localizada no acervo; atividade com gado citada sem profissão definida.
- Município de residência, origem e custódia não consolidados; deslocamentos entre Brasília, Brasnorte, Tangará, Juara e Juína citados sem datas completas.
- Situação atual da tornozeleira e extinção do ANPP não comprovadas no acervo.
- Número do processo, juízo e pena não localizados; apenas ANPP referido sem documento judicial.
- Datas de início, fim e base judicial da tornozeleira e das apresentações não localizadas.
- Decisão judicial primária e documentos do ANPP não examinados; acervo restrito a reportagem com relato reproduzido.
Fontes
A noiva do 8 de janeiro revela a sua saga (bureaucom.com.br)
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 12/03/2026
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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