Sobre as fontes
A vida relatada vem de três reportagens de Ana Maria Cemin no Bureaucom, com falas reproduzidas dos advogados de Camila e dados da lista de mães presas fornecidos por Pérola Tuon; não há entrevista direta com Camila no acervo e nenhuma decisão judicial ou laudo médico foi examinado.
De volta ao presídio, longe dos filhos e doente12
Camila Mendonça Marques, empresária do varejo de materiais de construção de Tubarão, mãe de duas crianças, teve a primeira prisão preventiva revogada em 8 de março de 2023, segundo seus advogados, por ser mãe e única responsável pelos filhos.3
A saída efetiva só foi situada em 11 de março de 2023, quando deixou o presídio Colmeia, em Brasília, e passou a usar tornozeleira eletrônica. A distinção entre a data da revogação e a data da saída foi preservada nas fontes.13
Em meados de março de 2024, Camila foi presa no trabalho e levada para a Penitenciária Sul de Criciúma, onde estava desde 14 de março. A defesa contestou os dois fundamentos atribuídos à nova ordem: o não funcionamento da tornozeleira por menos de duas horas, sem aguardar o prazo de cinco dias para justificar, e a suspeita de que vendia bens para fugir do Brasil. Os advogados afirmaram que nada disso constava do processo e que ela sabia de um mandado em espera desde meados de fevereiro sem pensar em fugir.3
Em junho de 2025, foi relatado que Camila, então com 37 anos e condenada a 17 anos de prisão em regime fechado, era portadora de doença grave e incurável registrada em laudo da penitenciária feminina de Criciúma, com saúde delicada e agravada pela separação dos filhos menores e pelas condições prisionais. A defesa peticionou prisão domiciliar humanitária, com incomunicabilidade e saída apenas com autorização, mas a Procuradoria-Geral da República ainda não havia se manifestado favoravelmente, e a defesa alegava risco de vida e comprometimento emocional dos filhos.1
Em 2 de outubro de 2025, Camila continuava listada entre as mães presas, na Penitenciária de Criciúma. Na mesma matéria, o benefício de cumprir pena em domicílio foi noticiado para Ana Flávia de Souza Monteiro Rosa, pessoa distinta, sem autorizar presumir o mesmo resultado para Camila.2
Situação documentada
Presa na Penitenciária de Criciúma, condenada a 17 anos em regime fechado, com pedido de domiciliar humanitária sem manifestação favorável localizada.21
A trajetória no tempo
08/03/2023
Revogação da primeira prisão preventiva, segundo a defesa, pela responsabilidade materna.3
11/03/2023
Saída efetiva do presídio Colmeia, em Brasília, com início do uso de tornozeleira eletrônica.1
14/03/2024
Nova prisão e recolhimento à Penitenciária Sul de Criciúma.3
17/06/2025
Relato de doença grave e de pedido de prisão domiciliar humanitária sem manifestação favorável da PGR.1
02/10/2025
Mantida na lista de mães presas na Penitenciária de Criciúma; domicílio noticiado apenas para Ana Flávia, pessoa distinta.2
Dados da história
- Formação
- empresária do setor de varejo de materiais de construção3
- Idade à época
- 37 anos · 02/10/20252
- Origem informada
- Tubarão · SC304/04/2024
- Local de custódia
- Criciúma · SC202/10/2025
Medidas na trajetória
- Prisão preventiva
Primeira prisão preventiva, com revogação obtida em 8 de março de 2023 segundo a defesa.3
Medida histórica · 04/04/2024 - Tornozeleira eletrônica
Uso de tornozeleira eletrônica após saída de 11 de março de 2023 até nova prisão em 2024.1
Desde 11/03/2023 · Até 14/03/2024 · Medida histórica · 17/06/2025 - Execução em regime fechado
Recolhimento na Penitenciária de Criciúma desde 14 de março de 2024, relatada como condenada a 17 anos em regime fechado.2
Desde 14/03/2024 · Informada na data · 02/10/2025
Efeitos relatados
- Saúde
Relatada como portadora de doença grave e incurável registrada em laudo da penitenciária, com saúde delicada e agravada.1
17/06/2025 - Convivência
Separação dos filhos menores apontada como fator de agravamento da saúde e de comprometimento emocional dos filhos, segundo a defesa.1
17/06/2025
Pedidos e respostas
Prisão domiciliar humanitária1
PGR / STFPGR ainda não se manifestou favoravelmente
Documentos e informações ainda não localizados
- Número da ação penal e tribunal não localizados em fonte vinculada; registro do STF não confirmado por revisão.
- Detalhes da pena (meses de reclusão/detenção, dias-multa, indenização, trânsito em julgado) não localizados no acervo.
- Desfecho do pedido de domiciliar humanitária não localizado no acervo.
- Fundamentos completos e decisão da nova preventiva não examinados; apenas versão da defesa reproduzida.
- Laudo médico da doença grave não examinado; diagnóstico específico não inferido.
- Entrevista direta com Camila não localizada no acervo.
Fontes
Camila cumpre pena de 17 anos esta doente e longe dos filhos menores (bureaucom.com.br)
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 17/06/2025
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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Mais uma mae do 8 01 sai de presidio para domiciliar (bureaucom.com.br)
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 02/10/2025
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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Sem motivo patriota camila e recolhida ao presidio (bureaucom.com.br)
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 04/04/2024
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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