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UMA HISTÓRIA DO ACERVO

Fátima Pletti

Artesã, Fátima passou sete meses no Colmeia, voltou a Bauru de tornozeleira em agosto de 2023 e, após condenação a 17 anos relatada pelo marido, estava exilada na Argentina em julho de 2024.12

Informação publicada em 05/07/2024 · 2 documentos

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Fátima Pletti

Sobre as fontes

A vida e a saúde vêm de relato da própria Fátima e de entrevista do marido Luiz Carlos Manzano, publicados por Ana Maria Cemin no Bureaucom; os atos processuais não foram examinados em decisão primária e não há entrevista além dessas publicações nem laudos ou registros de custódia no acervo.

Sete meses no Colmeia e o exílio depois da condenação12

Fátima Pletti, artesã que vivia da renda do próprio trabalho, conta que ficou sete meses presa no Presídio Colmeia, em Brasília, após as manifestações de janeiro de 2023.1

No cárcere, diz que sentia frio nos pés por fibromialgia e estava com o nervo ciático inflamado, quando uma policial tirou suas meias e as jogou no lixo.1

Depois de reclamar, ela afirma ter sido levada para outra cela escura, cheia de fezes, terra e absorventes sujos espalhados pelo chão, sem luz.1

Na tentativa de obter luz, ela conta que decidiu encostar fio com fio ao ver uma lâmpada na cela; ocorreu um grande estouro, ela gritou e caiu para trás.1

O socorro veio horas depois, com policiais ligando as luzes; um policial de fora discutia com a carcereira que fizera a transferência, e Fátima depois voltou para a ala anterior com ajuda de outra presa para carregar colchão e pertences.1

Na mesma detenção, ela também descreve gestos de acolhimento inicial, com policiais acalmando as pessoas e um soldado que ofereceu um copo com água, que ela aceitou.1

Para a visita do marido, outras presas a ajudaram no banho e nos preparativos; depois de muita luta dos dois, foi permitida meia hora para o encontro.1

Ela voltou para Bauru no dia 30 de agosto, saindo de Brasília com tornozeleira eletrônica, e retomou a vida fora do presídio.12

Em julho de 2024, o marido conta que Fátima havia sido condenada a 17 anos de prisão e saíra do Brasil há três meses.2

Ele diz que ela perdeu 25 quilos na prisão, com dores e dificuldade para receber as medicações que usa, e que a comida era precária.2

Na Argentina, segundo ele, ela voltara a comer e dormir, algo impossível na penitenciária, amparada pelo que a família no Brasil consegue enviar, mas sozinha num quarto alugado.2

Situação documentada

Relatada na Argentina, fora do Brasil há cerca de três meses após condenação a 17 anos informada pelo marido; sozinha em quarto alugado, comendo e dormindo, com ajuda da família no Brasil.2

Deslocamento relatado
No exterior

Presença no exterior relatada na fonte; a qualificação não comprova asilo ou refúgio formal.2

Informação publicada em 05/07/2024

A trajetória no tempo

30/08/2023

Retorno a Bauru após sete meses no Presídio Colmeia; saída de Brasília com tornozeleira eletrônica.1

05/07/2024

Marido relata condenação a 17 anos, saída do Brasil há três meses e vida na Argentina em quarto alugado, com alimentação e sono retomados.2

Dados da história

Formação
artesã2
Idade à época
Não informada
Residência informada
Bauru · Brasil130/08/2023
Local de custódia
Brasília · DF113/02/2024
Processo e pena

Número do processo não localizado no acervo.

17 anos de pena.2

Medidas na trajetória
Efeitos relatados
  • Saúde

    Frio nos pés por fibromialgia e nervo ciático inflamado no cárcere.1

    13/02/2024
  • Saúde

    Perda de 25 quilos e dificuldade para entregar medicações na prisão, segundo relato do marido.2

    05/07/2024
  • Convivência

    Saída do Brasil e separação familiar, vivendo sozinha em quarto alugado na Argentina.2

    05/07/2024
  • Saúde

    Na Argentina, voltou a comer e dormir, o que era impossível na penitenciária.2

    05/07/2024
Pedidos e respostas
  • Pedidos efetivamente apresentados não localizados no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
  • Idade não sustentada por fonte vinculada no acervo.
  • Composição familiar não sustentada por fonte vinculada no acervo.
  • Número do processo, órgão julgador e inteiro teor da sentença não localizados no acervo.
  • Datas de início da prisão e de colocação da tornozeleira não fixadas no acervo.
  • Data exata da saída do Brasil não fixada; apenas cerca de três meses antes de julho de 2024.
  • Registros médicos, laudos e nexo clínico não examinados no acervo.

Fontes

  1. Idosa ficou 7 meses presa e pode ser condenada pelo stf (bureaucom.com.br)

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · 13/02/2024

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    Documento preservado parcialmente.

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  2. Marido pede socorro para esposa exilada (bureaucom.com.br)

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · 05/07/2024

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    Documento preservado parcialmente.

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