Sobre as fontes
A história vem de reportagens de Ana Maria Cemin no Bureaucom, com falas reproduzidas da advogada Andrécia Oliveira, de Gabriela Ritter após videochamada e da posição do Ministério Público transcrita na matéria; não há entrevista direta com Eliene nem decisão judicial ou autos examinados no acervo.
Presa longe de casa, entre o medo na cela e o trabalho na malharia12
Eliene Amorim de Jesus, manicure, foi presa pela Polícia Federal em São Luís, no Maranhão, em 17 de março de 2023. Depois da prisão, foi levada para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina, a UPFEM, onde começaria um cárcere longo, longe de casa e da rotina de trabalho.1
Em dezembro de 2023, quando completava mais de nove meses encarcerada, sua advogada Andrécia Oliveira descrevia medo e uma série de situações complicadas no presídio. Eliene dividia a cela e convivia com deboches por ser identificada como “patriota”, em um ambiente que a defesa apresentava como hostil e marcado pelo temor.1
Naquele momento, a defesa dizia já ter feito pedido de liberdade, que havia sido indeferido. Andrécia Oliveira contestava a existência de prova de participação de Eliene em depredação, afirmando que não havia nos autos prova testemunhal, pericial, fotos ou vídeos da investigada cometendo crime no interior do Palácio do Planalto.1
A mesma matéria reproduzia a posição contrária do Ministério Público, que atribuía aos fatos elevado grau lesivo, com violência e grave ameaça e intenção de restringir o livre exercício dos poderes constitucionais. Eram duas versões opostas sobre os mesmos fatos, sem que os autos tenham sido examinados para além do que foi transcrito nas reportagens.1
Em julho de 2024, a advogada Gabriela Ritter contou ter conversado por vídeo com Eliene e passado a acompanhar sua situação. Segundo esse relato, Eliene recebia visita da família a cada três meses e tinha raramente contato com quem a defendia, pois era atendida pela Defensoria Pública. A mudança entre a assistência por advogada particular em 2023 e a Defensoria em 2024 aparece nas matérias sem explicação sobre a transição.2
Nesse período no presídio, Eliene trabalhava em uma malharia até as 19 ou 20 horas, fazendo controle de qualidade. Ritter também relatou que ela desenvolvia um projeto de missionária da Igreja Assembleia de Deus dentro da prisão e disse que colocaria o contato com ela entre suas rotinas, como forma de apoio diante do isolamento e da distância da família.2
Em abril de 2025, Eliene apareceu entre os réus que obtiveram prisão domiciliar, listada como do Maranhão, e entre os que foram para prisão em casa. As matérias não informam o dia individual da saída nem as condições impostas, apenas a inclusão de seu nome na relação de beneficiados naquele movimento de concessões.34
Em novembro de 2025, seu nome voltou a aparecer na pauta de julgamentos virtuais que seria retomada em 14 de novembro, como AP 2630 – Eliene Amorim de Jesus. A lista situa o caso no grupo relativo a penas em regime fechado, mas não traz resultado individual, pena aplicada ou desfecho para ela.5
Situação documentada
AP 2630 relacionada a Eliene Amorim de Jesus incluída na pauta de sessões virtuais a partir de 14 de novembro de 2025, sem resultado individual localizado; notícia anterior, de abril de 2025, a incluía entre beneficiadas por prisão domiciliar.5
A trajetória no tempo
17/03/2023
Prisão pela Polícia Federal em São Luís e encaminhamento à UPFEM.1
30/12/2023
Advogada relata mais de nove meses de cárcere, medo, deboches na cela e pedido de liberdade indeferido; contesta provas e matéria reproduz posição do Ministério Público.1
12/07/2024
Relato de videochamada: visitas familiares a cada três meses, trabalho em malharia, atendimento pela Defensoria e projeto de missionária na prisão.2
04/2025
Inclusão entre réus que obtiveram domiciliar e foram para prisão em casa, sem dia individual de saída.34
11/11/2025
AP 2630 – Eliene Amorim de Jesus listada na pauta de sessões virtuais a partir de 14 de novembro, sem resultado individual.5
Dados da história
Medidas na trajetória
- Prisão preventiva
Prisão em São Luís em 17/03/2023 com encaminhamento à UPFEM; mais de nove meses encarcerada em dezembro de 2023.1
Desde 17/03/2023 · Medida histórica · 30/12/2023 - Prisão domiciliar
Incluída entre réus que obtiveram domiciliar em abril de 2025; dia e condições não informados.3
Informada na data · 04/2025
Efeitos relatados
- Agressão relatada
Medo e deboches na cela por ser identificada como patriota, após mais de nove meses encarcerada, segundo relato da advogada.1
30/12/2023 - Convivência
Visitas familiares a cada três meses e raro contato com a defesa, segundo relato após videochamada.2
12/07/2024 - Trabalho
Trabalho em malharia no presídio até 19 ou 20 horas, no controle de qualidade.2
12/07/2024 - Prática religiosa
Projeto de missionária da Igreja Assembleia de Deus dentro da prisão.2
12/07/2024
Pedidos e respostas
Pedido de liberdade1
Destinatário não informadoIndeferido
Documentos e informações ainda não localizados
- Idade não localizada no acervo.
- Dados familiares pertinentes não localizados no acervo.
- Município da UPFEM e endereço de domiciliar não localizados nos recortes.
- Sentença, pena e trânsito em julgado não localizados; pauta da AP 2630 sem resultado individual.
- Dia individual de saída para domiciliar e cautelares associadas não localizados.
- Teor e data do pedido de liberdade indeferido além do relato da advogada não localizados; autos não examinados.
- Entrevista direta com Eliene não localizada no acervo.
Fontes
Patriota esta esquecida em presidio do ma (bureaucom.com.br)
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 30/12/2023
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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Dra gabriela ritter luta pelos esquecidos em presidios (bureaucom.com.br)
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 12/07/2024
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
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Apos caso debora stf amplia concessao de prisao domiciliar (bureaucom.com.br)
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 18/04/2025
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
Fux adia a execucao penal de presos politicos (bureaucom.com.br)
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 24/04/2025
Abrir fonte original ↗Documento preservado parcialmente.
Quem vai a julgamento nesta 6a feira (bureaucom.com.br)
Ana Maria Cemin · Bureaucom · 11/11/2025
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