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UMA HISTÓRIA DO ACERVO

Nelson Ribeiro Fonseca Júnior

Preso em casa em Sorocaba em março de 2023, Nelson passou mais de dois anos entre Sorocaba e Limeira, com depressão e pânico agravados, e foi para a prisão domiciliar com tornozeleira em abril de 2025.12

Situação conhecida em 04/2025 · 4 documentos

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Nelson Ribeiro Fonseca Júnior

Sobre as fontes

A vida e a saúde relatadas vêm de entrevista da esposa, Norda, reproduzida por Ana Maria Cemin no Bureaucom, e os atos seguintes vêm de reportagens da mesma autora; não há entrevista direta com Nelson nem decisão judicial examinada no acervo, apenas recortes, e documentos primários não foram examinados.

Onze dias isolado, dois anos longe, agora preso em casa12

Nelson Ribeiro Fonseca Júnior, morador de Sorocaba, foi recolhido em casa pela Polícia Federal em 17 de março, na 8ª fase da Operação Lesa Pátria, com mandado de prisão cumprido na residência do casal.12

A esposa, Norda, conta que os dois estavam em Sobradinho com a família dela quando souberam das depredações na Praça dos Três Poderes. Segundo ela, Nelson conhecia manifestantes que tinham saído de Sorocaba para Brasília e decidiu ir até a Praça entre 15h30 e 16h, quando a depredação já teria ocorrido.1

Norda o descreve como um homem solícito que teria ido para ajudar quem passava mal por causa do gás lacrimogêneo, entrado em um dos prédios e saído logo em seguida. Ao sair, diz ela, ele pegou uma bola caída no caminho e tentou entregá-la a policiais do lado de fora, que não a receberam.1

Essa bola, ainda segundo o relato da esposa reproduzido na reportagem, seria um presente assinado por Neimar que fazia parte de uma galeria depredada. De volta a Sorocaba, depois de demitido, Nelson teria ido espontaneamente à Polícia Federal para devolver a bola e prestar depoimento. Essa versão é a da família e não substitui o exame da acusação, que não consta do acervo.1

Nos primeiros dias, Nelson foi levado ao CDP de Sorocaba, onde, segundo a esposa, ficou 11 dias isolado, sem condições adequadas de higiene e alimentação, e sob risco grave porque o presídio seria comandado pelo PCC. Depois, foi transferido para o Centro de Ressocialização no município de Limeira, em São Paulo.1

A prisão agravou um quadro anterior. O casal já enfrentava dificuldades por causa da saúde de Nelson, que sofria de depressão e síndrome de pânico desde a pandemia, após perder seu chefe para a Covid. Com o cárcere, diz a família, o quadro só piorou.1

Quando completava 260 dias preso, Norda dizia que o marido estava com depressão e síndrome do pânico agravadas. Desde a prisão, relatava ela, ele não tomava mais remédio controlado, porque não tinha receituário e não tinha acesso a psiquiatra.1

Como Nelson era o provedor da casa, a família passou por dificuldades imediatas. Até o seguro-desemprego foi bloqueado, segundo a reportagem. Como Norda não trabalhava, os pais dela passaram a viver com ela em Sorocaba para sustentar a casa.1

Manter o vínculo custava caro e tomava tempo. Norda relatava gastar cerca de R$ 450,00 por semana com combustível, pedágio e alimentação levada ao marido, em um trajeto de duas horas para ir e duas horas para voltar entre Sorocaba e Limeira.1

Em casa, a ausência se media pelo filho pequeno, que convivia diariamente com o pai e não parava de chamar por Nelson. As visitas semanais da esposa e do filho passaram a resumir os momentos em família.1

Depois de mais de dois anos preso, Nelson teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar. A reportagem descreve que ele ficaria preso em casa, com tornozeleira eletrônica e relatório semanal de monitoramento a cargo da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo.2

A domiciliar veio com proibição de usar redes sociais, de se comunicar com pessoas ou conceder entrevistas, e com visitas restritas a advogados, pais e irmãos, além de outras pessoas previamente autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Em 24 de abril de 2025, ele já era incluído entre os que tinham ido para casa. A autorização de convivência não comprova visitas realizadas, e o dia exato da saída não foi fixado nas fontes examinadas.23

Situação documentada

Incluído entre os que foram para prisão domiciliar em abril de 2025, preso em casa com tornozeleira, restrição a redes, comunicação, entrevistas e visitas.32

A trajetória no tempo

17/03/2023

Recolhido em casa pela Polícia Federal, na residência em Sorocaba, com mandado de prisão na 8ª fase da Operação Lesa Pátria.12

03/2023

Recolhido ao CDP de Sorocaba, onde fica 11 dias isolado, sem condições adequadas de higiene e alimentação, segundo relato da esposa.1

12/2023

Com 260 dias preso e já transferido para o Centro de Ressocialização em Limeira, tem depressão e pânico agravados, sem remédio controlado nem acesso a psiquiatra, segundo a esposa; família sustentada pelos pais dela em Sorocaba.1

04/2025

Após mais de dois anos preso, tem a preventiva convertida em domiciliar, com tornozeleira, monitoramento semanal, proibição de redes, comunicação e entrevistas, e visitas restritas; incluído entre os que foram para casa.234

Dados da história

Formação
Não informada
Idade à época
Não informada
Residência informada
Sorocaba · Brasil1
Local de custódia
Limeira · SP1
Processo e pena

Número do processo não localizado no acervo.

Pena não informada no acervo.

Medidas na trajetória
  • Prisão preventiva

    Prisão preventiva cumprida por mais de dois anos até a conversão em domiciliar.2

    Até 04/2025 · Medida histórica · Data não informada
  • Prisão domiciliar

    Prisão domiciliar: preso em casa com tornozeleira e relatório semanal de monitoramento.2

    Desde 04/2025 · Determinação registrada · 04/2025
  • Tornozeleira eletrônica

    Tornozeleira eletrônica com relatório semanal de monitoramento.2

    Desde 04/2025 · Determinação registrada · 04/2025
  • Restrição de redes sociais

    Proibição de usar redes sociais.2

    Desde 04/2025 · Determinação registrada · 04/2025
  • Restrição de entrevistas

    Proibição de se comunicar com pessoas ou conceder entrevistas.2

    Desde 04/2025 · Determinação registrada · 04/2025
  • Visitas restritas

    Visitas restritas a advogados, pais e irmãos, além de pessoas previamente autorizadas pelo STF.2

    Desde 04/2025 · Determinação registrada · 04/2025
Efeitos relatados
  • Saúde

    Quadro de depressão e síndrome do pânico desde a pandemia, agravado com a prisão.1

    Data não informada
  • Saúde

    Sem remédio controlado por falta de receituário e sem acesso a psiquiatra após a prisão, segundo a esposa.1

    Data não informada
  • Trabalho

    Seguro-desemprego bloqueado após a prisão, com sustento da casa assumido pelos pais da esposa.1

    Data não informada
  • Convivência

    Filho pequeno, que convivia diariamente com o pai, passou a chamar por ele durante a prisão.1

    Data não informada
  • Patrimônio

    Gastos semanais de cerca de R$ 450 com deslocamento e alimentação levada à prisão, em trajeto de duas horas por trecho.1

    Data não informada
Pedidos e respostas
  • Pedidos efetivamente apresentados não localizados no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
  • Ocupação não localizada em fonte com vínculo confirmado no acervo.
  • Idade não localizada em fonte com vínculo confirmado no acervo.
  • Número do processo, acusação formal, pena e trânsito em julgado não localizados no acervo examinado.
  • Atendimento psiquiátrico efetivamente fornecido no cárcere não esclarecido; há apenas relato de falta de acesso.
  • Dia exato da saída para a domiciliar e situação posterior a abril de 2025 não localizados no acervo.
  • Sem entrevista direta com Nelson; apenas relato da esposa reproduzido em reportagem.

Fontes

  1. 260 dias preso meu filho nao para de chamar pelo pai (bureaucom.com.br)

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · Data não informada

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    Documento preservado parcialmente.

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  2. Moraes converte preventiva em domiciliar (bureaucom.com.br)

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · Data não informada

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    Documento preservado parcialmente.

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  3. Fux adia a execucao penal de presos politicos (bureaucom.com.br)

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · Data não informada

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    Documento preservado parcialmente.

    ↩ Voltar 1 ↩ Voltar 2 ↩ Voltar 3

  4. Apos caso debora stf amplia concessao de prisao domiciliar (bureaucom.com.br)

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · Data não informada

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    Documento preservado parcialmente.

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