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UMA HISTÓRIA DO ACERVO

Fabíola Rocha

Após sete meses na Colmeia e condenação relatada de 17 anos, Fabíola Rocha conta dois anos de exílio na Argentina, afastada do trabalho e da família, e o luto pelo filho morto três meses antes do reencontro.1

Data da situação não informada · 3 documentos

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Fabíola Rocha

Sobre as fontes

A vida relatada vem de cartas da própria Fabíola reproduzidas por Ana Maria Cemin no Bureaucom, sem entrevista direta além das cartas; os atos processuais não têm decisão primária examinada no acervo vinculado e faltam datas da prisão, número do processo e confirmação de refúgio.

O reencontro que não aconteceu1

Fabíola Rocha é apresentada como condenada a 17 anos de prisão, após sete meses na Colmeia, e vivendo fora do Brasil. Na carta individual escrita em 24 de abril de 2026, ela resume a ruptura em poucas linhas: tirada do endereço, do trabalho e da vida, afastada da convivência com a família.1

O exílio, segundo seu relato, já durava dois anos. A Argentina lhe deu abrigo, mas não lhe deu paz. A passagem do filho para a Argentina estava comprada, e fazia dois anos desde o último abraço.1

O filho morreu há três meses, antes de embarcar e antes do reencontro. Fabíola descreve três meses de luto e diz que enterrar um filho longe, por videochamada, é o exílio. Ela acompanhou o enterro à distância e não pôde retornar.1

Fabíola também aparece como autora de carta coletiva entregue em mãos em Brasília, datada na Argentina em 7 de outubro de 2025, em que pede retorno e anistia com outros signatários. O plural dessa carta não permite atribuir a ela cada prisão ou dificuldade ali descrita. Uma mensagem anterior enviada por ela é descrita como criada por um grupo de mulheres que sofrem com a prisão desde janeiro de 2023, o que distingue remetente e autoria individual.23

Situação documentada

Na carta de 24 de abril de 2026, publicada em 26 de abril, Fabíola relata viver exilada na Argentina, separada do trabalho e da família e em luto pelo filho morto cerca de três meses antes.1

Deslocamento relatado
Exílio relatado

Exílio relatado na fonte, sem equiparação a refúgio formalmente reconhecido.1

Data da situação não informada

A trajetória no tempo

07/10/2025

Carta coletiva com autoria atribuída a Fabíola Rocha, datada na Argentina.2

24/04/2026

Carta individual de Fabíola relatando sete meses na Colmeia, dois anos de exílio e morte do filho há três meses.1

26/04/2026

Publicação da carta individual por Ana Maria Cemin.1

Dados da história

Formação
Não informada
Idade à época
Não informada
Residência informada
Argentina124/04/2026
Processo e pena

Número do processo não localizado no acervo.

Pena não informada no acervo.

Medidas na trajetória
  • Medidas não informadas no acervo.
Efeitos relatados
  • Trabalho

    Relata ter sido tirada do endereço, do trabalho e da vida.1

    24/04/2026
  • Convivência

    Relata afastamento da convivência com a família.1

    24/04/2026
  • Convivência

    Relata cerca de dois anos sem abraçar o filho, cuja passagem para a Argentina estava comprada.1

    24/04/2026
  • Convivência

    Relata ter acompanhado o enterro do filho à distância, por videochamada.1

    24/04/2026
Pedidos e respostas
  • Pedidos efetivamente apresentados não localizados no acervo.
Documentos e informações ainda não localizados
  • Ocupação não localizada no acervo vinculado.
  • Idade não localizada no acervo vinculado.
  • Número do processo, pena aplicada e trânsito em julgado não localizados em decisão primária no acervo vinculado.
  • Datas dos sete meses na Colmeia e situação de custódia ou refúgio na Argentina não individualizadas no acervo vinculado.
  • Teor e resposta do pedido coletivo de retorno e anistia não sustentados apenas pelo acervo vinculado.

Fontes

  1. Exilada conta sobre a morte tragica do filho (bureaucom.com.br)

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · Data não informada

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    Documento preservado parcialmente.

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  2. Refugiados entregam carta para congressistas (bureaucom.com.br)

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · Data não informada

    Abrir fonte original ↗

    Documento preservado parcialmente.

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  3. Carta de presas politicas a voz dos injusticados (bureaucom.com.br)

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · Data não informada

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    Documento preservado parcialmente.

    ↩ Voltar

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