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UMA HISTÓRIA DO ACERVO

Joanita de Almeida

Joanita relatou crises de epilepsia sem socorro e forte sedação na ala psiquiátrica do Colmeia. Desempregada e sob cuidados familiares, estava internada desde novembro de 2024, com defesa e Procuradoria em impasse sobre o tratamento.12

Situação conhecida em 15/12/2025 · 2 documentos

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Joanita de Almeida

Sobre as fontes

A vida e a saúde vêm de entrevista direta com Joanita reproduzida por Ana Maria Cemin no Bureaucom, com falas em primeira pessoa e relato da reportagem sobre resgate, medicação e cuidados da família; os atos processuais vêm dos mesmos recortes, sem decisão judicial examinada. Laudos, prontuários e autos citados não foram examinados.

Crises sem socorro e internação psiquiátrica12

Joanita de Almeida foi presa durante os atos de janeiro de 2023 e depois condenada. Ela contou, em entrevista, que passou dois meses na Ala de Tratamento Psiquiátrico do Presídio Colmeia, onde disse ter vivido crises sucessivas de epilepsia sem socorro especializado.12

Naquele relato, Joanita afirmou: ter tido várias crises sem que ninguém do sistema penitenciário viesse em socorro, ter sido fortemente humilhada e dopada durante todo o período na ala psiquiátrica, e só então ter recebido um resgate médico de fora que a levou para um hospital. Depois disso, disse ter conseguido fazer os procedimentos para obter a medicação.2

Após a volta para casa, a reportagem descreveu a vida interrompida: Joanita estava desempregada, fazia tratamento semanal com psiquiatra e psicólogo, e dependia de acompanhamento da família durante 24 horas, que bancava medicação e defesa. A pena de 16 anos e meio relatada no acervo é pena aplicada, não tempo cumprido.2

Mais tarde, a mesma origem editorial situou Joanita como internada desde 13 de novembro de 2024 no Hospital Psiquiátrico e Judiciário Jorge Vaz, cumprindo pena de 16 anos e meio em regime fechado num hospital psiquiátrico, com determinação de continuidade do tratamento hospitalar fora do presídio.1

Em 15 de dezembro de 2025, a defesa argumentava que o tratamento hospitalar intramuros era insuficiente, enquanto a Procuradoria reconhecia a gravidade do quadro clínico, apontava insuficiência da documentação da defesa e solicitava nova junta médica oficial. Não há no acervo examinado o resultado posterior desse impasse nem decisão primária sobre domiciliar.1

Situação documentada

Internada desde novembro de 2024 em hospital psiquiátrico e judiciário; em dezembro de 2025 defesa considerava o tratamento intramuros insuficiente e aguardava-se nova junta médica solicitada.1

A trajetória no tempo

01/2023

Prisão durante os atos, seguida de condenação.1

13/11/2024

Início relatado da internação no Hospital Psiquiátrico e Judiciário Jorge Vaz, em regime fechado.1

15/12/2025

Defesa afirma insuficiência do tratamento intramuros; reconhecida gravidade clínica, é solicitada nova junta médica oficial.1

Dados da história

Formação
Não informada
Idade à época
Não informada
Processo e pena

Número do processo não localizado no acervo.

16.5 anos de pena.1

Medidas na trajetória
  • Execução em regime fechado

    Cumprimento relatado de pena de 16 anos e meio em regime fechado em hospital psiquiátrico.1

    Informada na data · 15/12/2025
Efeitos relatados
  • Saúde

    Crises sucessivas sem socorro especializado e humilhação e forte sedação durante dois meses na ala psiquiátrica, segundo relato da própria Joanita.2

    02/2024
  • Saúde

    Resgate médico externo com hospitalização após crise grave e posterior acesso à medicação.2

    02/2024
  • Trabalho

    Desemprego e tratamento semanal com psiquiatra e psicólogo após a ida a Brasília e a prisão.2

    02/2024
  • Convivência

    Dependência de acompanhamento familiar de 24 horas, com família custeando medicação e defesa.2

    02/2024
Pedidos e respostas
  • Submissão de Joanita a nova junta médica oficial diante de insuficiência documental1

    Destinatário não informado · Pedido em 15/12/2025

    Resposta não localizada no acervo.

Documentos e informações ainda não localizados
  • Ocupação não sustentada nos recortes com vínculo de matriz examinados.
  • Idade não sustentada nos recortes com vínculo de matriz examinados.
  • Residência, origem e município de custódia não sustentados com precisão nos recortes com vínculo de matriz; nome de hospital sem cidade não gera localização.
  • Número do processo e órgão julgador não identificados nos recortes com vínculo de matriz.
  • Detalhes da pena além do total de 16 anos e meio, como reclusão, multa e indenização, não localizados nos recortes com vínculo.
  • Teor e resultado de pedido de domiciliar da defesa não detalhados nos recortes com vínculo; apenas insuficiência do tratamento intramuros.
  • Sequência entre custódia inicial, nova prisão e internação de novembro de 2024 não esclarecida no acervo vinculado.

Fontes

  1. Joanita tenta novamente o autoexterminio (bureaucom.com.br)

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · Data não informada

    Abrir fonte original ↗

    Documento preservado parcialmente.

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  2. Vida destruida apos dois meses na ala psiquiatrica do colmeia (bureaucom.com.br)

    Ana Maria Cemin · Bureaucom · Data não informada

    Abrir fonte original ↗

    Documento preservado parcialmente.

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